segunda-feira, 15 de agosto de 2016

RESENHA DE TERMOS 7




Sonhos

CHRIS: Coloca uma pergunta acerca dum sonho que teve recentemente, no qual se mudava para uma casa mais pequena. Ela interrogava-se como é que devemos considerar os sonhos que temos, e sobre a forma como expressamos os desejos que temos nos sonhos.
ELIAS: O Oliver faz perguntas muito complicadas. Isso não será respondido suficientemente por ora. Reflectis alguns desejos por intermédio dos sonhos que tendes. Outros casos de sonhos que tendes correspondem à criação que fazeis no presente. Outros correspondem a criações do vosso futuro, e representam pequenos vislumbres do vosso futuro, como uma espreitadela por uma janela para um outro quarto. Alturas há, nos vossos sonhos, que podem representar interligações estabelecidas entre as vossas outras vidas, segundo os termos que empregais. Isso não representa eventos passados, mas existências simultâneas que se interligam no vosso estado de sonhos. Já vos falei sobre isso. Instruí-vos quanto a poderdes focar-vos nos vossos sonhos e de entrardes em contacto convosco, para vosso espanto! A capacidade de manipular os vossos sonhos não é tão difícil quanto o percebeis. É apenas uma questão de desviar o vosso foco. Compreendo que isto soe repetitivo, mas a Kasha é capaz de explicar a projecção do eu nos sonhos, se a contactardes.
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Falávamos dos focos iniciais da vossa manifestação física neste planeta. Falávamos de como deram início a essa experiência física aqui. Ao completardes o vosso círculo, retornareis a esse foco original. Falávamos do vosso foco original como sendo mais caracterizado como um estado de sonhos do que o que vós tendes. Actualmente estais a evoluir de volta à vossa essência, e a criar um foco que se assemelhará mais a isso. Tornar-se-á mais natural para a vossa essência. O que não quer dizer que vos estejais a preparar para morrer! (Riso) Não significa que o vosso desenvolvimento físico actual esteja para terminar em breve. Encontrais-vos num período de transição no vosso foco.

No nosso anterior encontro falamos de alterardes o enfoque que exerceis, e de criardes uma realidade existencial nova e mais natural. Isso está a ser realizado. Vós estais todos prontos para procederdes a essa mudança. Os únicos impedimentos que tendes nessa área residem nas crenças existentes. Iremos trabalhar essas crenças erradas e baseadas no temor, como preparativo para essa nova experiência maravilhosa! (Pausa) Por hora, isto é suficiente. Podeis colocar perguntas.

JULIE: Existirá coisa tal como “experiência fora do corpo”?

ELIAS: (A sorrir) Sim, isso corresponde a uma realidade. O Michael já consegue isso. A Elizabeth faz isso com o Mattie. A Kasha fá-lo nos sonhos que tem. Cada um de vós já passou por experiências desse enfoque. Nos vossos sonhos, projectais a vossa essência para além do vosso corpo físico. Só não tendes consciência de que já sois exímios nisso! Apenas necessitais prestar atenção, e compreender aquilo que estais a fazer. Apenas necessitais aceitar e acreditar o que já estais a consumar. Fazei-lo muito mais vezes do que aquelas que vos permitis acreditar ou notar. A Elizabeth faz isso quando sonha acordada (tem devaneios). A Kasha e o Lawrence fazem-no quando escutam música. Podeis fazer isso no estado de meditação. A Catherine e o Michael realizam tal acto por meio das fotografias. Cada um de vós realiza esse acto por diferentes modos, mas todos o realizais, do mesmo modo. (Pausa, e a seguir, para a Catherine) Terás alguma pergunta?
(7)

Nota da Debbie: A Vicki declarou ter uma lista de perguntas da parte do Michael, devido a que ele não pudesse estar presente para as colocar em seu nome. Além disso queria saber se ele alguma vez conseguiria observar tais procedimentos.

ELIAS: Isso é uma criação resultante das alturas em que não se foca. É o que passará a experimentar quando não se achares focada no físico.

VICKI: Coloca uma pergunta relativa às ocorrências negativas que se dão por todo o mundo: bombas, etc. Essa pergunta fora colocada pela Mary, inspirada pelo recente desastre de Oklahoma.

ELIAS: “Negativas” é um termo relativo. Todas as coisas se manifestam por um motivo. Vós escolheis criá-las, e fazei-lo tanto individual como colectivamente. Não existe nada de negativo. Vós precisais focar-vos na vossa própria essência. Precisais obter conhecimento porque o conhecimento conduzir-vos-á à compreensão, e a compreensão conduzi-los-á à paz, e à aceitação do “que é”.

CHRIS: Onde obteremos conhecimento?

ELIAS: Existem vastas fontes de conhecimento ao vosso dispor aqui; quer junto de indivíduos, livros, ou vós próprios. A vossa essência já possui as respostas, se prestardes atenção. Só precisais desviar a atenção.

VICKI: É difícil entender a razão porque coisas más nos acontecem.

ELIAS: As pessoas estabelecem decisões e escolhas antes mesmo de se manifestarem e essas escolhas são todas imbuídas dum propósito colectivo. Por vezes é para fazer despertar outros indivíduos. Por vezes é para fazer despertar o governo. Sempre existe uma razão. Esses indivíduos que terão escolhido tais experiências, fazem-no por um propósito elevado. Não deveis preocupar-vos com isso, por se tratar duma mera passagem. Vós não ides permanecer aqui por um período muito longo. Está esclarecido?
LASZLO: De que melhor forma poderemos experimentar a nossa essência?

ELIAS: Por meio dos vossos sonhos. Nos vossos sonhos é onde mais vos aproximais do vosso estado natural!

Nota da Debbie: Elias mencionou o conceito de que as nossas vidas constituem uma ilusão; de que elas constituem o sonho, enquanto que o estado de sonhos é a nossa realidade verdadeira, a nossa existência real. (Posteriormente ficamos a saber que tal tinha representado um erro de interpretação)

CHRIS: Mas nós nem sempre recordamos os nossos sonhos.

ELIAS: Não recordais os vossos sonhos por vos divorciardes da vossa essência. Torna-se mais seguro desligar-vos daquilo que não conseguis ver.

VICKI: Nesse caso, seremos capazes de os recordar? Os sonhos conterão alguma mensagem que nos seja dirigida?

ELIAS: Contêm.

VICKI: Então seria bom procurar recordá-los?

ELIAS: Seria. (Sorri) Não existe nenhuma mensagem superior. Vós sois criadores divinos. Não existe nada de superior nem de transcendente a buscar. Tudo o que existe é infinito.

(3)

De início vamos voltar-nos para um mal entendido do Oliver. Com respeito aos sonhos e ao foco que exerceis nesta realidade, ele não é menos real do que os vossos sonhos. Na explicação relativa aos sonhos que vos dei – como sendo uma condição natural – não pretendia que interpretásseis isso como sendo o único foco que tendes dotado de significado. Esta experiência é dotada de propósito e não deveria ser considerada com insignificante. Os acordos são estabelecidos antes da manifestação, mas tal não quer dizer que estabeleçais acordos em relação a tudo e mais alguma coisa. Não estabeleceis o acordo de travar uma conversa! Concordais em nascer e em vos envolverdes em eventos. Mas não acordais nada em concreto. Tudo traduz uma probabilidade e pode ser alterado. Entendes?

CHRIS: Entendo.

ELIAS: Existem muitas questões que dizem respeito ao que designais como morte. Isso é coisa que não existe. Trata-se somente dum nascimento, duma passagem dum nascimento a outro.

Surgiu um mal-entendido em relação a grupos e a eventos. Vós podeis estabelecer acordos em situações de grupo. Eles também não são concretos, mas dão dotados dum propósito. Vós utilizais palavras, termos como avalanches de emoções ou vendavais de pensamentos ou eventos que abalam, mas eles não procedem do vosso subconsciente; são o que vós criais. Eles não vos sucedem a vós; ocorrem por vossa causa. São criações vossas, em acordo com outras essências num propósito de grupo.

Ora bem; existe toda uma condição epidémica no vosso tempo que foi criada com um propósito colectivo. Deu-se uma certa ridicularização e... um momento... perseguição de certos indivíduos. Colectivamente, esses indivíduos procederam à criação duma declaração destinada a chamar-vos à atenção. Trata-se dum distúrbio (Pausa prolongada) que virá a ser designado como uma doença do sangue (Referência à Sida) Muitos sentem que precisam sustentar uma convicção relativa ao elemento da orientação sexual, sem compreenderem que a vossa essência não tem nada que ver com isso. E as essências que têm consciência de tal divisão criaram uma condição para vos chamar à atenção. Entendeis estas coisas?
(4)

PERGUNTA: O Michael sente-se confuso com relação ao sonho que teve ontem à noite. Podes-nos dizer algo acerca dele?

ELIAS: O Michael não pratica e fica confuso por não se lembrar! Mas ele saiu-se muito melhor hoje. O Michael por vezes espera que eu lhe sirva de intérprete mas ele possui a capacidade de interpretar por si só. Tal qual uma criança que deseja que os pais façam tudo por ela, ou que não sente vontade de caminhar e está à espera que os pais a carreguem ao colo, o Michael parece não querer mover-se em determinadas áreas e está a contar que eu me ofereça para o levar comigo. É importante que observe e pratique durante o tempo que passa a dormir. Também o é para vós, pois vós despendeis imenso tempo nesse estado. E essa constitui a oportunidade mais fácil e mais completa de contactarem a vossa Essência, o que não devia ser negligenciado.

PERGUNTA: Como poderemos praticar?

ELIAS: Podeis começar por dizer a vós próprios, antes de mergulhardes no sono, para observardes os movimentos que ocorrerem durante o sono, ou simplesmente para recordarem uma impressão colhida durante um sonho. Mas lembrem-se sempre de que deveis começar com pequenos passos; não podeis simplesmente cair no sono esta noite e projectar-vos rumo às estrelas de forma automática! Tendes que praticar. Podeis igualmente tentar uns breves exercícios para o vosso estado de vigília, que podeis descobrir ser um método de contacto mais acessível. Podeis começar por uma visualização ou por uma simples meditação.

Eis aqui um exercício simples que podeis estabelecer e vos auxiliará a ter confiança em vós próprios. Sentai-vos numa cadeira e relaxai o corpo. Visualizai por instantes alguma coisa com que vos sintais confortáveis. Não vos concentreis demasiado. Quando se sentirem concentrados e relaxados abandonai a visualização. Senti ou imaginai o vosso corpo como que a fundir-se à cadeira. Não precisa ser uma experiência ou um exercício demasiado alongado pois destina-se somente a proporcionar uma alteração no vosso ajustamento. Quando tiverdes consciência de poderdes alterar a vossa aproximação sereis mais capazes de confiar e havereis de sentir ser mais fácil contactar os vossos sonhos e a vossa Essência.

PERGUNTA: Questiona acerca de algumas experiências anteriores tidas durante uma meditação, e dá conta de alguns eventos pouco usuais que teve com tais experiências.

ELIAS: Essa é uma maravilhosa observação respeitante à vossa capacidade criativa. Tal como referi na nossa discussão das crenças, vós não acreditais ser Essências verdadeiramente criadoras. Estes pequenos exemplos, se prestardes atenção, conduzi-los-ão à verificação de que sois Essências criadoras. Sois capazes de criar qualquer coisa que desejeis! Não será tão engraçado que não abrigueis qualquer dúvida quanto à vossa capacidade de produzirdes coisas tão “más” e não acrediteis na vossa criatividade quando ela se manifesta numa expressão de beleza?

PERGUNTA: Se acordarmos de manhã e não sentirmos nada para fazer de positivo, por vezes somos capazes de criar algo negativo como a depressão?

ELIAS: Isso é complicado. Não se trata duma questão de causa e efeito nem duma questão de terdes de criar pela negativa simplesmente porque vos sentis preguiçosos para criar pela positiva. Vós desejais sempre criar positividade mas isso faz-nos voltar para as vossas crenças e ao tema de perderem o contacto com os vossos impulsos.

Os impulsos consistem numa forma de incitação natural da vossa Essência que, quando ignorados ou postos em conflito ao fim de várias tentativas de expressão, acabais por sair frustrados. E com essa frustração, a expressão natural resultante deverá tornar-se uma criação negativa. Assimilaríamos isso às vossas nascentes de água quente, ou geysers, que brotam da terra. O seu fluxo por vezes é restringido, o que cria um acúmulo de gazes. Esse acúmulo natural, por falta de melhor expressão, faz com que o geyser jorre. Do mesmo modo que fazeis parte da natureza e da sua força criativa, quando bloqueais impulsos naturais durante um certo período de tempo, a reacção natural deverá ser a de fazer a energia jorrar através de vós.
(9)

VICKI: Bom, e que tal começarmos pela parte filosófica?

ELIAS: Desejas conhecer algo acerca do processo de pensamento da vossa essência?

VICKI: Desejo.

ELIAS: Os pensamentos consistem em energias criativas, porém, muito complicadas. Realmente não compreendeis o verdadeiro poder que eles envolvem. Falais dos pensamentos como se consistissem em ondas de energia pertencentes a uma motivação criativa mas não acreditais necessariamente que eles próprios têm o poder de criar. Mas têm! Antes do pensamento emergir, são processados outros padrões que já se acham em acção na vossa essência. Eles dão lugar ao pensamento físico. Esses pensamentos assumem propriedades energéticas. Essa energia é projectada no exterior sob a forma duma força criada.

Mesmo quando não estais a “pensar” não estar a criar algo, na realidade estais. Todo e qualquer pensamento que se manifeste sob a forma de energia, quer actueis com base nele ou não, dá lugar a uma perturbação da energia no campo de forças que vos envolve o corpo físico. Essa extensão de energia projectar-se-á e afectará outros ao vosso redor. Não existe coisa alguma como pensamento desperdiçado. Cada pensamento estabelece uma inter-ligação com a consciência.

De certa forma vós achais-vos todos interligados. Todos constituís essências individuais mas simultaneamente achais-vos todos ligados. E cada molécula de energia que criais afecta tudo o resto. Neste foco físico vós não o compreendeis. A maioria de vós não acredita realmente nisto; mas onde não sois capazes de podeis perceber essa interligação ela existe, até mesmo nos vossos sonhos, os quais encarais como um produto da imaginação e da fantasia, ou como uma sequência de acontecimentos já realizados. É desse modo que encarais o vosso estado de sonhos. Na realidade consiste numa percepção por meio de processos que, na sua energia, receberam permissão para se manifestarem noutro enquadramento. É por isso que conseguis ver, através desse estado, manifestações de vós próprios ou outras manifestações evolutivas vossas.

Os vossos pensamentos, por vezes, quando permitis que fluam neste enquadramento, podem tornar-se prejudiciais. Quando lhes dais demasiado enlevo, podem - à semelhança de qualquer outra coisa - ganhar proporção. Ao faze-lo, deixais que vos passe a governar no vosso enquadramento físico. Isso confunde-vos a essência e entra em conflito com outros elementos básicos que ela possui. Como em qualquer exemplo, demasiada atenção numa direcção específica cria uma situação de prejuízo para as restantes. E isso dá origem ao conflito. A razão para isso reside em que, quando tomais consciência e em seguida procurais usar outros elementos básicos, já não os compreendeis, pois soam-vos muito pouco familiares, e deixais de entender o que fazer com eles.

(Para a Vicki) Tu, à semelhança do Michael, és muito orientada para o pensamento, neste foco. Isso serviu o teu propósito, até certo ponto. Agora, quando tentas incluir outras partes da tua essência já encontras dificuldade. Vós precisais aprender a deixar-vos fluir, e deixar-vos levar pelos vossos temores. É nisso que consiste o vosso bloqueio. Nós só tememos aquilo com que não nos achamos familiarizados, e é estranho ao nosso foco físico. Mas não existe nada que não seja familiar na vossa essência. (Pausa) Vós ainda pareceis estar confusos.
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ELIAS: Boa noite. Suspeito que todos terão reflectido nas nossas sessões recentes. Estais certos no raciocínio que formulais. Isso acha-se imbuído dum propósito de grupo. O Michael estava certo quanto à interpretação que fez da resposta que dei em relação ao sonho que teve. Eu não estou a ajudar-vos no sentido de agir pela vez do Michael e de vós próprios. Esse aspecto da nossa interacção deve proceder da vossa parte.

Parece-me que não terei tornado o meu propósito claro. Tenho consciência de que as essências em questão não se acham presentes. Mas vou-vos ensinar a todos, de qualquer modo. É importante que preserveis a interacção entre as vossas essências porque iso se acha imbuído dum propósito. Se eu não tivesse consciência da vontade que tendes de aprender e da mudança adequada necessaria para evitardes o trauma para as vossas essências, neste enfoque, eu não teria acorrido junto de vós, e teria, em vez disso, surgido individualmente.

Mas essa é uma convergência incorrecta para o vosso crescimento. Já possuís a crença de vos achardes já separados uns dos outros, assim como em relação à natureza e à Unidade Criadora Universal e o Todo, e em relação a nós. Essa é uma crença inexacta. E dirigir-nos a vós individualmente apenas serviria para perpectuar essa crença imprecisa que abrigais. É por isso que me dirijo a vós. Estendo-vos a oportunidade de compreenderdes e de vos unirdes de modo mais pleno à vossa essência e àqueles que vos rodeiam.

Desejo igualmente esclarecer, a fim de que futuramente se não gere nenhum mal-entendido, que o propósito que nos impele a ensinar-vos a todos visa o vosso enfoque actual. Não existe futuro algum, em nenhum estágio nem dimensão, fragmento ou parte da vossa essência. Existe unicamente o presente eterno e contínuo. Por isso, focardes a vossa atenção em algo do que designais em termos de futuro não vos trará qualquer serventia. Tudo o que existe, existe agora. Vós estais em contínuo estado de transformação; jamais chegareis a ser um produto acabado. Do mesmo modo que a Unidade Criadora Universal ou o Todo, que jamais se acha completa mas permanece num estado de transformação, assim também vós estais. Qualquer que seja o enfoque que escolhais, seja onde for que escolhais manifestar-vos, isso situar-se-á sempre no agora e não no futuro.


Eu compreendo que estes sejam conceitos difíceis. Vós não dispondes de qualquer passado, tal como o concebeis, assim como de futuro. Apenas dispondes do vosso presente; mas eu vou retractar o termo “apenas”, uma vez que o vosso presente abrange todas as coisas, concernentes a todas as épocas, e de todas as focalizações em simultâneo, tudo a ocorrer agora. Imbuído do desejo de vos ajudar acorri aqui apenas com o fito de vos ensinar de modo a aumentardes o conhecimento que possuís relativamente a tudo o que sois. Por isso, quando o vosso tempo e o vosso enfoque se alterarem num todo, já estareis familiarizados com essa mudança e não vireis a experimentar qualquer trauma.

Todos notais uma mudança na consciência do vosso mundo. Até mesmo aqueles que não têm conhecimento disso são capazes de notar uma mudança na consciência. Trata-se dum novo emergir duma consciência admirável com que todos acordastes e que decidistes conduzir à realização. Vós caminhais numa era que não é distinta daquela que caracterizou os começos da vossa Igreja Cristã, caracterizada por um espantoso esforço criativo e dum movimento que alterou o rumo do vosso mundo por um longo período de tempo, segundo a concepção que dele fazeis, e neste planeta. Outra grande mudança está a ter lugar, devido a vos encontrardes preparados e ansiosos. Alguns estarão mais preparados que outros. Este não é um enfoque a que estejais habituados, razão porque teremos escolhido servir de auxílio nas tentativas de evitar o trauma.

Este não é um enfoque religioso, a que podeis estar habituados. É, ao invés, um novo florescimento da vossa consciência numa união com a própria essência, uma expansão do vosso conhecimento e da vossa visão. Aqui já estais a experimentar essa mudança; já possuís consciência de estardes a mudar a cada dia. Mas aquilo que vireis a realizar deverá ser, aos vossos olhos, algo de assombroso. A vossa essência é algo verdadeiramente assombroso, e capaz de muito mais do que a vossa imaginação é capaz de conceber neste foco. Vós sois muito mais coisas do que tendes noção.

É por isso que vos dirijo a focalização para os vossos sonhos. Conforme já referi, vós despendeis muitas das vossas horas no estado de sono. Acreditareis que isso se deva a que o vosso corpo físico necessite de dormir? Não. (riso) Não é. O vosso corpo físico é capaz de se regenerar e de se recarregar de energia apenas permanecendo inactivo. Não é pelo benefício do vosso corpo físico que dormis. Um bebé não se exercita demasiado e no entanto dorme muito mais do que um adulto. E isso fica a dever-se ao facto de reconhecer a união que preserva com a sua essência, e preferir a sua própria companhia. (riso)

Vós, ao longo da vossa vida, segundo a concepção que dela fazeis, distanciastes-vos bastante. O sono constitui o estado que vos possibilita voltar a estabelecer o contacto. Sem querer menosprezar a experiência física do estado de vigília, eu ensinar-lhes-ia, todavia, que na focalização da actual mudança adquire uma maior importância que vos conecteis através do estado do sono com maior atenção, porque isso possibilitar-vos-á uma maior compreensão assim como vislumbres daquilo de que vos falo. Havereis de descobrir vir a tornar-se muito mais fácil entender os conceitos que vos transmito se detectardes a acção e a interacção que assumem durante o estado de sono. Se experimentardes dificuldades em estabelecer contacto com essa área, podeis praticar durante o vosso estado de vigília.

Ao praticardes no estado de vigília podereis artificialmente produzir experiências semelhantes por meio de jogos. Se vos concentrardes, podereis… Desculpai. Estou a receber uma sugestão. Ao contrário de explicar unicamente, e em anuência para com a sugestão recebida, vou-vos convidar a experimentardes um pequeno jogo imediatamente. Podeis focar-vos no pensamento que tendes sobre uma experiência. Escolhei qualquer coisa, como um passeio à praia, ou uma experiência do 4 de Julho ou uma experiência de Natal.

Focai-vos numa experiência individual à vossa escolha, mas não vos concentreis demasiado. Permiti que o pensamento vagueie à deriva. Ao vagar à deriva, haveis de notar outras imagens ou impressões ou sensações relacionadas a esse evento que constitui esse enfoque original. Haveis de notar uma expansão do pensamento. A medida que esses pensamentos se expandem eles parecerão tornar-se símbolos. Podeis interpretá-los do mesmo modo que interpretais os vossos sonhos. (A esta altura dá-se uma pausa durante a qual todos experimentam o exercício)

Podeis praticar pequenos exercícios como este com frequência. Isso há-de mostrar-vos, nos termos da vossa consciência de vigília, o modo como a vossa mente se expande automaticamente, se derdes azo a isso. Nesse sentido, ao vos permitirdes uma liberdade renovada apenas deixando de manter os vossos pensamentos com tanto zelo, podeis descobrir ser fácil deslocar-vos pelo vosso estado de sono. O factor que responde pela instauração do à-vontade em cada situação é a familiaridade. Quando algo deixa de soar familiar, deixais de vos sentir à vontade com isso. Portanto, deixais de permitir o seu fluxo natural. E isso aplica-se como uma verdade em todas as coisas, com todas as coisas sobre as quais falamos, assim como todas que viermos a mencionar no futuro, nos vossos termos.

Não vos preocupeis por não conseguirdes interpretar o que ocorre nos sonhos. Isso inicialmente não é importante. Foi-nos apresentado um sonho duma casa pequena. Os sonhos são multidimensionais. Frequentemente, se recriardes um determinado sonho mais do que uma vez, em termos concretos, vós fazei-lo por estardes, por assim dizer, a preparar-vos para o criar em termos físicos.

Tudo é criado, em termos de energia, na vossa outra consciência, antes de mais. Não utilizaremos o termo inconsciente porque ele gera a ideia ou a sensação de algo à parte e irreal, além de vos fazer pensar em termos de não vos poderdes associar a isso. Encarais a ideia que tendes do inconsciente como algo desligado de vós, algo a que precisais ter acesso. Mas isso não é verdade. A vossa outra consciência constitui somente outro foco, só que se acha bastante em união convosco e bastante operacional a cada dia dos vossos dias.

O vosso estado de sonhos representa a expressão física de parte da vossa outra consciência, que se vos dirige continuamente. Vós também vos dirigis a ela e expressais-lhes desejos como o de uma pequena casa. A vossa essência responde e forma imagens. A vossa essência estende-vos de volta à vossa consciência focada no físico a imagem do vosso desejo. Se o vosso desejo for suficientemente intenso, ele há-de operar em conjunto com a vossa essência a fim de concentrar essa energia numa manifestação física.

Essa é a razão porque, quando sou solicitado para interpretar um sonho, se torna muito mais complicado do que podeis imaginar. Não se trata unicamente duma imagem que tendes na cabeça. Cada símbolo que surge pode significar a representação dum desejo focado no físico, ou um símbolo duma mensagem procedente da vossa essência. Pode igualmente tratar-se do reconhecimento de um evento passado simultâneo. Pode significar uma olhadela ou vislumbre ou mesmo a interacção noutras dimensões. É por isso que não compreendeis aquilo que sonhais. Classificais automaticamente as imagens todas e procurais relacioná-las com aquilo com que vos achais familiarizados. Associas-lhes significado apenas duma forma concreta e material. E quando esses símbolos deixam de traduzir um sentido qualquer, (pausa) parêntesis… Não será correcto? (Para a Vicki)

VICKI: Aspas.

ELIAS: Aspas. Sempre que, entre aspas, “Isto não faz sentido”, vós rejeitais os símbolos, pensando não serem válidos, por os não entenderdes. Além disso, no vosso estado de sono, haveis de reconhecer que o tempo não apresenta referência alguma. Os eventos podem dar-se ao contrário. Podem acontecer de trás para a frente e entretanto um evento pode eclodir da frente para trás e aí um acontecimento pode… Zás! … Apresentar-se à frente deles. E parecerá não haver qualquer nexo de continuidade. Isso é real. Não a sequência do tempo; ou melhor, as coisas sucedem a um só tempo. Por isso, não é de todo inconsistente que os eventos se apresentem fora de sequência. Não vamos falar disso a sessão inteira, mas é importante que aprendais estas coisas, porque elas acham-se envolvidas no enquadramento da mudança (de consciência) Quando tomardes consciência da imensa vastidão da vossa própria essência, haveis de incorporar novas experiências.

No pequeno exercício para o estado de vigília que vos sugeri também haveis de notar a ausência de continuidade de tempo. Podeis evocar um evento da altura em que tínheis dez anos. Se expandirdes o exercício podeis obter pensamentos ou ideias que inicialmente parecerão ir além da idade dos dez anos, nos vossos termos. Depois podeis experimentar uma impressão ou lembrança desse mesmo pequeno evento ou de um evento relacionado, da idade dos vossos sete anos, o que vos paracerá baralhado. É nisso que reside a intenção. Ponto final. Para poderdes compreender a simultaneidade da vossa existência, precisais notar essas coisas que constituem expressões dessa simultaneidade, ao vosso redor. Estais a compreender aquilo de que vos estou a falar? (Pausa)
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JULIE: Alguma vez terás visitado algum de nós, nos nossos sonhos?
ELIAS: Visito. Tenho estado em contacto com cada um de vós, mas nem sempre no formato dos vossos sonhos. Em relação a alguns, sim; em relação a outros, não. Com outros, noutro tipo de manifestações. Eu, à semelhança de vós, também brinco convosco. O Lawrence deverá poder explicar. Por vezes posso-vos visitar nos vossos sonhos, mas eu tenho “coisas cósmicas” a fazer! (Uma vez mais, de forma dramática e bem humorada!)
(12)

O vosso elemento religioso abrange igualmente a vossa criatividade pertinente à vossa expressão de toda a manifestação. Existe uma expressão deste elemento que se envolve com a criação do vosso sistema de crenças. Isso não se limita à definição que empregais para o termo religião. Tal como referi anteriormente, a definição que empregamos para a expressão religiosa difere bastante da que empregais actualmente.

Este elemento irá igualmente envolver a questão da fragmentação da vossa Essência. Envolve igualmente a vossa natureza verdadeira enquanto Essências de energia que se expressam através da forma física, porém, não verdadeiramente separadas da natureza nem do universo. Farei uma breve pausa momentânea no que toca a este aspecto para vos apresentar um pequeno exemplo. Vós pensais na vossa Essência como constituindo uma “Coisa”, uma “Entidade”. Como já tive ocasião de referir eu não sou nenhuma “Entidade”; tampouco o sois vós. Uma “Entidade” denuncia uma coisa separada e vós não sois uma coisa. Michael estava parcialmente correcto ao apoiar-se na minha definição ou explicação que lhe dei do copo e do oceano, mas achava-se parcialmente errado também.

O oceano que podereis conceber é igualmente, na vossa abordagem, uma coisa que podeis sustentar. Explicar-me-ei, ao invés, por meio da comparação de que a vossa Essência não constitui uma coisa do mesmo modo que a ideia que fazem do ar. Não conseguis deter o vosso ar; nem sequer podeis vê-lo. Podeis engarrafá-lo e arrolhá-lo, aprisionando-o desse modo e o ar no interior da garrafa apenas se achará rodeado, e não será distinto do ar no exterior. Se a desarrolhardes, esse ar será indistinguível daquele que rodeia a garrafa. Não podeis nem aprisionar as mesmas exactas moléculas que tínheis aprisionado originalmente pois não sereis nem mesmo capazes de identificar uma única molécula que possuíeis inicialmente pois ele terá saído e misturado com as demais moléculas gasosas.

Da mesma forma também a vossa Essência não se acha desligada do Todo. Ao mesmo tempo, a vossa Essência é bastante individualizada. Entendo que estes conceitos podem ser bastante difíceis para vós, por parecerem tão contraditórios e irracionais. Todavia, essa é a natureza da vossa Essência. Recomendo-vos exercícios a fim de ilustrar aspectos dos vossos diferentes focos, porém, eles também vos servem de ilustração do foco contínuo, mesmo através de sonhos simbólicos, os quais não são facilmente interpretáveis. Todavia existem imagens.

A tudo aquilo que sonhais emprestais uma interpretação de algum género, relacionada com o foco físico. Pode não ser sempre este foco em particular mas o vosso cérebro interpretá-lo-á em termos físicos. Isso não é propriamente “mau”. Nesta parte da vossa Essência encontrais-vos focados no aspecto material. Tínheis que interpretar as coisas desta parte da vossa Essência em termos físicos pois confundir-vos-íeis tremendamente se falásseis para vós próprios nos vossos sonhos por meio doutra linguagem. Se o fizésseis noutra linguagem dimensional, deveríeis definitivamente confundir-vos, e deixaríeis de prestar atenção, pois deixaria de fazer sentido para vós. Esses são sonhos que se procura interpretar por meio desta dimensão material que podem não ser oriundos dela. Trata-se unicamente de experiências de outras partes da vossa Essência.

No vosso elemento religioso, vós também adoptais a vossa identificação relativa às vossas origens tanto neste foco como em qualquer outro que possua origens. Isso não quer dizer que tenhais tido uma origem. Presta-se unicamente ao esclarecimento de que sois originários de alguma manifestação física, em termos que vos sejam familiares. Falámos anteriormente, ainda que brevemente, da vossa origem física e da manifestação deste planeta. Antes dessa expressão criativa, vós achaste-vos envolvidos nas expressões criativas de outros mundos. È aqui que vos deparareis com alguma confusão, devido a que vos percebais como uma “Entidade”. Vós podeis constituir fragmentos de outras essências porém, possuís todas as qualidades e experiência. Não quer isso dizer que originalmente não vos achásseis lá, para o referir nos vossos termos, na criação deste planeta ou de outros antes dele devido a que vos tenhais fragmentado. Vós acháveis-vos lá em experiência. Fostes igualmente criados recentemente. Vós criastes muitos universos, do jeito que os percebeis, e desde então fostes criados como que pela primeira vez. (pausa) Já vos achais suficientemente confusos? (Riso geral)



Existe uma simultaneidade no que toca à vossa Essência. Se não pensardes em termos de coisas e desconhecerdes o tempo, nesse caso podereis entender de que modo será possível ser uma Essência criativa e uma Essência fragmentada ao mesmo tempo, porquanto possuís todas as coisas e sois todas as coisas, sempre. O ar que vos rodeia não experimenta qualquer tempo nem tampouco ocupa espaço. Tampouco vós, a menos que o escolheis fazer, em determinados focos. Já fostes muitas coisas. Encontrais-vos em simultâneo no vosso futuro presentemente. A vossa Essência é imensamente criativa. Constitui a expressão mais maravilhosa, criativa e bela possível do Todo Criativo Universal, o qual não é, igualmente, coisa nenhuma. Não é “Entidade” nenhuma e nem é distinto de vós. Sois vós, e vós sois Ela, e para além dela! (Pausa) Somos capazes de sentir a imensa confusão da parte da Lawrence! (Riso) estou a achar isto bastante divertido! (pausa)
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ELIAS: Isso relaciona-se igualmente com o tema do nosso círculo, subjacente à percepção que tendes no estado de sonho. Inicialmente, se vos esforçardes e tentardes demasiado não colhereis coisa alguma. Se permitirdes que a vossa atenção vagueie, tal como expressamos com os exemplos e os exercícios do estado de vigília, havereis de experimentar qualquer coisa. Inicialmente, a vossa tarefa consiste em soltar-vos e vagueardes e eventualmente podereis assumir o comando dessa situação e desse estado de sono, tal como no presente o vosso ajustamento consiste em soltar-vos, e quando o vosso círculo se completar achar-vos-eis no controle das vossas acções e da vossa penetração em outras dimensões durante o vosso estado de sonhos.

Além disso, no início não vos concentreis de modo tão intencional. Eventualmente podereis falar com o Michael sobre o controle que deveis desenvolver. À medida que fordes praticando adquirireis mais controle nesse estado de sono e tornar-vos-eis capazes de direccionar o vosso estado de sono de modo a serdes capazes de ir onde pretenderdes ir. Também vos tornareis capazes de interpretardes por vós próprios todo o vosso simbolismo presente ao sonhardes. Podeis até alcançar o ponto em que, tal como o Michael fez, podeis rejeitar uma essência como a minha, a partir desse estado. (Riso) Merece todo o meu crédito pela capacidade e aprendizagem demonstradas. Isso resulta tudo do desejo. Se o vosso desejo for grande assim será também a vossa realização.

PERGUNTA: Se eu vir o rosto do Michael ou da Mary num sonho, isso não deverá representar o Elias, deve?

ELIAS: Não. Isso significará interacção entre ti e o Michael, sob a forma de projecção. Isso traduzirá um acordo no vosso estado da essência, coisa que já ocorre com frequência. Isso já ocorreu com o Lawrence e com o Michael e acontece ao Michael e ao kasha. O Michael gosta imenso de “andar a brincar pelo Cosmo!” (Riso) Ele está a divertir-se muito com a experiência de outros enfoques dimensionais, e está a tornar-se bastante eficiente nesse sentido.

PERGUNTA: Porque eu acordo e penso ter visto o Michael, ou seja a Mary, no sonho que tive na noite anterior, mas aí não consigo recordar nada do que tenha ocorrido.

ELIAS: Correcto. Também vos dareis conta, ao falardes uns com os outros, de que recordareis um breve período do estado de sonho em que vos vistes uns aos outros. Acreditais que o estado de sonho não passa de imaginação mas já vos expliquei que isso não é correcto. Trata-se dum enquadramento ou enfoque dimensional inteiramente real. Muito mais daquilo que faz parte da vossa realidade da essência é alcançado, anunciado e percebido nesse estado de sono. É por isso que vos embrenhais nesse estado, tal como já tinha referido.

Ele não é necessário à manutenção do vosso corpo físico mas sim à manutenção do contacto com a vossa essência. Ficareis surpreendidos com o contacto com outras essências, particularmente agora, ao focar-vos no vosso estado de sonhos junto com essências participantes nas nossas sessões. Podeis mesmo planear viagens em conjunto; trata-se duma questão de prática. Também haveis de notar na vossa consciência de vigília, tal como já percebestes no vosso passado, que quando sofreis aquilo que designais como um pesadelo, no dia a seguir não vos sentis “muito bem”. Quando passais um tempo aprazível no vosso estado de sono, a explorar e a voar e vos permitis contactar com a vossa essência, aí já vos sentis em excelente forma no subsequente estado de vigília! (Pausa)

PERGUNTA: Os sonhos sempre me fascinaram e na maior parte do tempo eu costumo sonhar imenso e recordá-los sem dificuldade. Eles são tão vívidos...

ELIAS: Bom; deves estender essa percepção até ao desenvolvimento seguinte. O primeiro passo consiste em recordá-los. O passo seguinte consiste em dar atenção ao que ocorre, ou aos cenários, obter consciência do local em que vos achais bem do que estivestes a fazer. Após essa atenção, o passo seguinte consiste em implementar uma manipulação consciente. E todos vós sois capazes de o fazer. Podeis manipular o vosso ambiente do estado de sonhos mais facilmente e melhor do que o fazeis no vosso estado desperto. Após terdes alcançado a manipulação nesse estado deslocais-vos para o vosso passo seguinte da projecção consciente. Nele revelais a vós próprios a capacidade não só de manipular o ambiente como também de o alterar. Admitis em vós próprios uma abertura rumo a um estado de consciência da “grandeza” da vossa essência. Quando tiverdes conseguido projectar-vos podereis começar a incorporar mais do que um enfoque ou dimensão em simultâneo. Para além disto, sereis capazes de vos projectardes e de vos concentrardes em simultâneo noutras dimensões.

Podereis explorar qualquer parte deste universo, ou todas as partes em simultâneo, qualquer uma por que decidirdes. Descobrireis que quanto mais alcançardes e vos sentirdes confortáveis neste estado mais divertidos vos tornareis com ele e mais alegres vos sentireis no estado desperto. Obtereis a consciência de possuirdes um conhecimento no vosso íntimo, de forma consciente e desperta. Tentai a experiência de ter um sonho acordados, de forma consciente. Ficareis abismados com a realidade dele. Mudai o vosso papel no vosso estado de sono e sugeri à vossa consciência que o vosso estado desperto é o sonho, e que o sonho é o vosso verdadeiro estado desperto. (Pausa e sorri) Estás confusa! (Para a Lawrence)

PERGUNTA: Eu só não tenho sido capaz de conseguir isso! (Riso)

ELIAS: Tudo isso requer prática. O Lawrence está a conseguir bastante, através dos primeiros passos da recordação, dos estados de sonho. Tal como referi, esses são estados sucessivos, e tal como já disse em sessões anteriores, não podeis simplesmente deitar-vos e “alçar voo rumo às estrelas!”

PERGUNTA: Eu tive um sonho, há muitos, muitos anos atrás, mas não estava familiarizada com o que realmente ocorreu, mas até ao presente consigo recordar de modo vívido cada aspecto desse sonho. Era bastante nova, provavelmente adolescente, mas muito jovem. Terá isso sido uma viagem inesperada a outro enquadramento?

ELIAS: Nos sonhos muito vívidos, tal como referi, isso pode constituir a expressão duma recordação. Pode ter sido uma expressão dum enfoque evolutivo prévio. Frequentemente, a recordação de lembranças de enfoques prévios evolutivos apresenta-se de modo bastante vívido. Além disso, com frequência esse tipo de sonhos deverá ser o que se repete até que sejam reconhecidos através da recordação. Num outro sentido, sonhos bastante vívidos podem significar uma penetração noutro enquadramento dimensional em que a vossa essência se ache presentemente envolvida. Contudo, é mais comum que penetreis aquilo que designais como a identificação duma vida passada, já que esta, na realidade, está a decorrer em simultâneo. Portanto, na essência, só estais a perfurar o véu de outro enfoque dimensional da vossa essência, e a presenciar a sua ocorrência ao mesmo tempo que o vosso enquadramento.

Presentemente, a Elizabeth empreende essa actividade junto com o Mattie. O Michael também já andou por essa actividade mas já não se acha comprometido com ela. Ela pode tornar-se instrutiva para vós por uma explicação da sequência dos sonhos, com respeito às manifestações passadas evolutivas simultâneas e da actividade que decorre nelas. Por outro lado, a Elizabeth acha-se activa em manifestações dimensionais simultâneas. Isso não consiste inteiramente em manifestações evolutivas passadas mas consiste igualmente no reconhecimento duma penetração dimensional. Quer dizer, contrariamente ao elemento de sonho do Michael, nesta matéria, a Elizabeth envolve-se com esta essência nova chamada Mattie, e troca energias com ela. Por isso a coisa assumiu uma outra expressão independente duma manifestação evolutiva prévia.

Outras alturas há em que o vosso estado de sono vos indicará, de modo igualmente vívido, aquilo que designaríeis como evento futuro. E como um evento futuro não se distingue dum passado, porque ambos existem em simultâneo com o presente, não é invulgar nem difícil reconhecer eventos futuros. É por essa razão que sugerirei que mantenhais um registo dos vossos sonhos, pois surpreender-vos-eis agradavelmente ao verdes um sonho materializar-se no vosso futuro. (Pausa)

...

PERGUNTA: Existe tanto nos meus sonhos que eu quero compreender, em parte.

ELIAS: Tu chegarás a um ponto em que compreenderás enquanto te achas em meio ao estado de sono. Poderá não parecer fazer sentido no teu estado de vigília, mas tu obterás a recordação consciente nesse estado de, durante o sonhar, teres compreendido.

PERGUNTA: Eu tenho uma pergunta a fazer acerca dos quatro elementos básicos, (da essência) para variar de tema. Também teremos uma personalidade politica e religiosamente enquadradas?

ELIAS: Têm. Isso é bastante acertado. Uma essência politicamente enquadrada manifestar-se-á neste enquadramento físico da mesma forma como os vossos Madre Tereza ou Gandhi, ou aqueles pertencentes a esta nação como o Martin Luther King Júnior, (vós escolheis nomes bastante compridos neste enquadramento!) ou daquele conhecido como Jefferson, ou James Carter. Existe uma imensidão de essências politicamente enquadradas. Uma essência que se enquadre do elemento político também incluirá um enquadramento do pensamento e um outro emocional, porém, expressará o elemento de interesse político, o qual contempla as outras essências, mas manifestá-lo-á de forma predominante. Ele deverá tornar-se o elemento com mais vigor e o mais expressado, por essa essência.

Também existem manifestações no elementos religioso, mas essas não se tornarão tão universalmente conhecidas porque eles não se concentram na arena política. O interesse que manifestam inscreve-se unicamente na área da sua própria essência, bem como na sua busca por uma abertura da sua consciência com relação a si próprios e ao Uno Criador Universal e o Todo. Eles no geral isolam-se e revelam muito pouca relação com qualquer interacção com outras essências, não obstante incorporarem parcialmente os demais elementos das suas essências, tal como todos vós, até certo grau. Um exemplo do enquadramento desse elemento será o que designais como o vosso Dalai Lama. A interpretação que fazem da sua própria essência pode não se distanciar muito da que vós fazeis mas a sua busca enquadra-se numa característica singular, muito por obra da exclusão do enquadramento dos outros elementos da vossa essência, tal como tu (Indicando a Vicki) excluis o teu elemento emocional na tua manifestação.

PERGUNTA: Será uma personalidade enquadrada no elemento religioso muito rara?

ELIAS: No contexto da exclusão dos demais elementos da essência, e relativamente falando, são.
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PERGUNTA: As drogas e o álcool terão cabimento nessa ordem de abrandamento das coisas, ou da sua tentativa, que nos afecta as experiências? Como quando induzimos esses estados e ficamos com a ideia de que seja outra coisa que esteja a ocorrer, e acabamos por vir a constatar que na realidade é isso que nos está a causar dano e a interferir com a nossa capacidade de experimentar dum modo total?

ELIAS: Este tema é igualmente complicado. Vós experimentais a ingestão de alguma substância condutora duma vibração de qualidade ainda mais lenta do que já possuís, o que vos induz o organismo a um estado de depressão. Pode igualmente repercutir na vossa psique, como uma reacção física. Isso deverá consistir num desejo de vos expressardes de forma ainda mais lenta do que aquela em que vos expressais. Nesse caso, se vos expressares de forma mais lenta transformar-vos-eis numa pedra! (A sorrir, seguido de riso)

Existem também outras expressões com substâncias que vos alteram a química do corpo e vos aceleram o organismo. Elas elevam a vossa gama de vibrações mais do que é normal. Isso é levado a cabo com o propósito de experimentardes uma comunicação mais próxima com a vossa qualidade vibratória original. Uma vez no enquadramento físico, esqueceis que esses elementos ou substâncias jamais elevarão a vossa qualidade vibratória ao nível da vossa essência, porém, esquecestes a forma de voltar a comunicar, como “voltar a casa”. E de tal modo o fazeis que induzis uma expressão artificial. Existem também substâncias que vos produzem um estado eufórico, e vos criam aquilo que designais como alucinações e essas constituem igualmente tentativas para vos reunirdes e contactardes o estado da vossa essência. Mas sugiro-vos que sois capazes de o fazer de forma bastante eficiente através dos vossos sonhos, e sem qualquer ingestão de substâncias.

As substâncias ingeridas no vosso organismo não só vos alteram a química e vos confundem o arranjo da vossa expressão física como também interagem com as vossas crenças. Sois ensinados a ver isso como uma coisa “má”. Por isso, não obstante poderdes expressar a possibilidade de não o serem, os vossos sistemas de crenças passaram a adoptá-lo e acabareis por expressar efeitos físicos adversos, assim como evidenciareis igualmente efeitos positivos pela ingestão de substâncias que vos foram inculcadas como “boas”. Isso não passa tudo de crenças. Do mesmo modo que com o bem e o mal, uma substância não é melhor nem pior do que outra. É tudo anormal ou antinatural e estranho à vossa química original, não obstante as vossas crenças permitirem que as substâncias reajam de modo diversificado. Se acreditardes que o médico vos ministrará um medicamento que vos irá curar uma doença, ele fá-lo-á. Se acreditardes que uma substância ilegal ou má vos poderá causar dano, ela causará. Depende daquilo que acreditardes. Contudo, por vezes as vossas crenças também podem tornar-se insidiosas. Podeis, tal como referi, pensar que acreditais uma coisa quando na realidade acreditais no contrário. (Pausa) Vamos interromper em benefício do Michael e voltar rapidamente?
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Conforme declarei, podeis fragmentar-vos tanto no passado como no futuro. Podeis escolher fragmentar-vos neste instante, num outro universo, ou numa outra galáxia, ou num outro planeta, em simultâneo com o instante. É por isso que existem partes de vós que não sois capazes de explicar e porque sentis afinidade no vosso íntimo, e em relação ao que parecerá não sobejar qualquer explicação lógica. A explicação que damos para isso é a de que o vosso universo tampouco é lógico! (A rir) Se fosse, os vossos cientistas não se sentiriam tão confusos! Se olhardes para os elementos mais diminutos disponíveis à observação no vosso foco físico e compreensão actuais, e eles apresentarem comportamentos em vários universos, e eclodirem e se apagarem, e aceitardes que isso seja o que designais por “tijolos” da vossa existência física, então porque razão havereis vós de ser diferentes? VÓS SOIS COMPOSTOS POR ELEMENTOS COMO ESSES - EXACTAMENTE OS MESMOS.

A vossa expressão física não passa duma colecção incontável de átomos. Os átomos são probabilidades inconsistentes e ilógicas. Assim também vós sois inconsistentes, ilógicos, e expressões físicas que eclodem e se apagam, e à medida que eclodis e vos apagais, encontrais-vos no vosso estado afastado numa outra dimensão. Só que a vossa eclosão ocorre de modo tão rápido que não chega a ser percebida por vós, mas conforme declaramos em sessões anteriores, manifestais-vos numa vibração de tal modo lenta que de qualquer modo não se tornaria muito difícil possuirdes vibrações mais rápidas ao vosso redor, através de expressões de vós próprios.

Estou ciente de incompreensão. Ser-vos-á duma maior ajuda, pelo menos tentardes não pensar na vossa essência como uma laranja. Trabalhar com os sonhos que tendes pode tornar-se duma maior valia nessa área. (Para a Vicki) Fiquei bastante agradado com a tentativa e os esforços, percepção e interpretação que envidaste em relação aos encontros que tiveste no estado de sonhos. Também preciso explicar que, como é habitual brincar convosco, Vénus de Milo foi apenas um outro aspecto que foi acrescentado, apesar de achar interessante que o Michael opte por o interpretar em termos tão sérios! (A rir) Isso é interessante, por não ter envolvido qualquer encontro de carácter mais grave. Isso serve para ilustrar a tracção que sentis para descobrir significado oculto em meio a tudo! Vós mantendes-vos bastante entretidas neste foco, e sois bastante criativas!

Voltando ao nosso assunto da prática relacionada com os sonhos, haveis de descobrir que estes conceitos da fragmentação se tornarão muito mais fáceis de aceitar, mesmo que os não compreendais. A interacção com os vossos sonhos permite-vos perspectivar outras dimensões, outras línguas que a vossa essência utiliza na comunicação convosco, com outros eus. Ao vos familiarizardes mais com a vossa essência, e a capacidade e criatividade que possuís no estado de sonhos, haveis de poder ligar-vos mais positivamente ao vosso estado de vigília. Podereis questionar-vos sobre qualquer coisa, e responder a vós próprios. O conceito ou realidade da fragmentação também não se acha limitado aos focos físicos. Eu posso - e faço-o - fragmentar continuamente a minha essência no enfoque que assumo. Cada foco, independentemente do que seja, faz isso. Isso não deveria provocar-vos nenhum conflito, porque se a Unidade Criadora Universal e o Todo é criadora, e se vós da mesma forma possuís tudo o que existe, e sois igualmente criadores de tudo, porque razão então não haveis de criar? É o que fazeis! (Pausa) Vou passar a admitir as vossas perguntas, pois isso dar-vos-á muito o que “absorver”!
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CHRISTIE: Se mudarmos simplesmente os sistemas de crenças que temos, e percebermos e passarmos a ter conhecimento de podermos fazer isso?

ELIAS: Parcialmente correcto.

CHRISTIE: Conquanto tenhamos confiança.

ELIAS: Sim. Não se trata do caso de mudar os sistemas de crenças. Conforme tenho expressado, não vos podeis manifestar no físico sem sistemas de crenças. Eles traduzem-se pela informação que dispondes em relação à vossa manifestação. Por isso, não podeis separar as manifestações físicas dos sistemas de crenças. Se não possuísseis sistemas de crenças, não vos teríeis manifestado em termos físicos; mas, se pudésseis escolher e realizar (a sorrir) sistemas de crenças somente positivos e divertidos então, sim, possuíeis a capacidade de o experimentar na manifestação física. Isso, conforme previamente expliquei, não corresponde ao que escolheis manifestar. Podeis experimentar na vossa essência incorpórea. Isso constitui uma expressão natural para a vossa essência; a negatividade já não. Por isso, se escolherdes experimentar algo diferente, escolheis manifestar-vos no físico.

Vou afirmar, uma vez mais, que este período da manifestação física caracterizado pelo emprego de negatividade, está a chegar ao fim. O jogo está quase terminado. Não importa o quanto continueis a experimentá-la, apesar de por intermédio de um acordo entre todas as essências, num período do vosso futuro, conforme o encarais, deverá suceder uma intersecção em que o jogo terminará, quer estejais ou não preparados para tal. Como estais presentemente a experimentar e a expandir a consciência que tendes, haveis de entrar numa maior sintonia convosco próprios. Haveis de passar a incorporar uma maior compreensão da vossa essência, e de todas as probabilidades que ela comporta, de todas as suas divisões, de todos os seus fragmentos e de toda a interacção que estabelece.

Ao fazerdes isso, haveis de tomar consciência daquilo de que vos falo, quando vos digo que vos preparais para evitar o trauma, tal como expliquei, à Catherine e à Elizabeth, de modo a perceberdes os sonhos dotados duma natureza precognitiva como destinados a preparar-vos para a manifestação física desses eventos, de modo que não sintais uma emoção esmagadora quando ela se manifestar de facto no físico. Além disso, se tiverdes conhecimento antecipado desta Mudança, e dispuserdes de consciência, estareis parcialmente preparados. Com a actualização dessa mudança não experimentareis tal trauma. Quanto mais presentemente passardes a incorporar numa actualização da mudança, em todas as áreas, mais facilmente haveis de passar por ela. (Pausa) Estás a entender estes conceitos? (A Christie acena afirmativamente) Também damos os parabéns pela realização que o Oliver obteve ao associar-se ao Michael através dos sonhos, e por incluir igualmente o Lawrence, (pausa) e expressamos que contamos com uma maior capacidade de recordação da parte do Olivia! (A sorrir)
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VICKI: E que tal o da imaginação?

ELIAS: A imaginação está interligada a todas as partes do vosso elemento religioso. A vossa imaginação é empregue no vosso estado desperto, assim como no vosso estado de sonhos. É empregue no vosso desenvolvimento histórico, e na criação que fazeis das religiões. Também é usada nos sistemas de crença que usais. (A esta altura chega o Jim) Boa noite, Yarr.

JIM: Boa noite, Elias.

ELIAS: Foi-vos inculcado que a imaginação não é real, e que não passa dum “fingimento”, duma simulação. Isso está errado, porque na vossa consciência - essa parte de que não estais cientes - toda a vossa realidade é forjada com base na imaginação e tem origem nela. Aquilo que conscientemente percebeis como imaginação, ou fingimento, consiste numa imagem espelhada da vossa essência e dos seus pensamentos, sendo a parte mais criativa da vossa essência. A imaginação é empregue em todos os focos do desenvolvimento físico. É empregue em todas as dimensões, e em todos os focos não físicos. Trata-se dum instrumento maravilhoso e glorioso. Todos os vossos planos e todos os vossos desejos, toda a vossa motivação, procedem da imaginação. Toda a vossa criatividade tem início na imaginação. Contrariamente ao que vos é ensinado, consiste numa realidade, pois conforme disse anteriormente, todo o pensamento é actualizado. Por isso, o que quer que possais imaginar será criado. Todas as vossas civilizações brotaram da imaginação colectiva. Não surgistes meramente com civilizações sem que tenha sido com base numa ideia, sendo que por ideia me refiro ao que imaginastes desejar criar, e passastes a criar em seguida, em resultado disso. Destituídos de imaginação, não teríeis criado este planeta, e todas as suas coisas “espantosas”. E essa é uma criação fantástica! Ela brotou da vossa imaginação conjunta. É bastante apropriado escolher esse tema da imaginação para esta noite, por se enquadrar na perfeição nos nossos exercícios, pois vou-vos instruir a fazer uso da imaginação por intermédio da visualização.

Quando iniciastes este foco físico, a imaginação era tudo o que tínheis. Desde esse ponto, começastes a criar. Para testardes as vossas criações, permitistes que a vossa imaginação rugisse, permitindo-vos, desse modo, escolher por entre todas as probabilidades ao vosso dispor. Colectivamente, escolhestes um foco e uma criação particulares. À medida que essa criação se foi desenvolvendo e vos fostes tornando hábeis no seu manuseio, a vossa imaginação passou a focar-se noutras áreas, o que deu lugar aos sistemas de crença que albergais. Em primeiro lugar criastes o vosso mundo, e em seguida criastes a forma como haveríeis de viver nele.

À medida que a vossa história se foi desenvolvendo, passastes a gerar cenários mais complicados para poderdes interagir. Todas essas coisas brotam de dentro. Nada tem início fora de vós. Tudo tem início no interior, e a imaginação constitui a fagulha. As vossas religiões brotaram todas duma imaginação prolífica. Além disso, a maior parte das vossas filosofias brotaram da imaginação. Todas as vossas ciências foram desenvolvidas com base na imaginação. Tem início numa ideia, como um sonho ou uma intuição que é actualizada. É interessante que desvalorizeis tanto a imaginação. Dir-vos-ei que as coisas que brotam da vossa imaginação não são somente actualizadas noutras dimensões. Pudestes comprovar, com os vossos próprios olhos, o desenvolvimento e a materialização da imaginação por todo o lado, ao vosso redor. Todo o vosso equipamento moderno, a vossa televisão, o aproveitamento que fazeis da electricidade, os vossos veículos, as vossas habitações, as vossas vestimentas, tudo o que vedes, teve origem na imaginação. Trata-se, conforme declarei, dum processo maravilhoso. Essa é a parte mais criativa da vossa essência.

Os vossos cientistas lidam continuamente com a imaginação, acreditando estar a lidar com factos. Já sabemos que os factos não são aquilo que eles acreditam que sejam. Esses factos brotam da curiosidade e são motivados pela imaginação. Se fossem desprovidos de imaginação, nada os motivaria a olhar para as estrelas, ou a seguir as pistas dos átomos ou a inventar fosse o que fosse. Até mesmo a vossa música constitui uma invenção da imaginação. Todos os vossos instrumentos, criados para reproduzirem sons musicais radicam na imaginação. Maravilhosas expressões e uma enorme variedade e diversidade foram empreendidas por essa estupenda parte criativa que possuís. Todos os animais que conheceis brotaram dela. Quão estupendo contemplar a infinita criatividade por meio da imaginação. Vós criais mesmo aquilo que não conseguis ver. Não é nada de se deitar fora! Mas vós fazei-lo, com frequência. Quando pensais no vosso íntimo e procurais identificar-vos com outras partes da vossa essência, desvalorizai-las como o produto da imaginação. Isso está errado, porque cada vez que dizeis “isto não passa de imaginação”, estais efectivamente a dizer “isto é uma realidade”. Agora, podeis pensar nisso um bocado. (A sorrir) A realidade e a imaginação bem que podem ser entendidas como sinónimos, porque sem uma, a outra não existiria.

Vamos empregar o nosso exercício a título de ilustração. Ele também deverá incorporar outras partes deste elemento que estivemos antes a debater. Ele permitir-vos-á exercitar a visualização e a imaginação. Trouxestes um retracto dum animal. Quero que o situeis diante de vós. Tal como referi, não deve corresponder a nenhum animal de estimação. Ao olhardes para esse animal, desejo, antes de mais, que imagineis o ambiente natural do animal. Agora, nesse ambiente, imaginai-vos na pele desse animal.

Senti aquilo que esse animal sente. Pensai no que ele pensa. Contactai aquilo que esse animal contacta. Se se tratar dum predador, visualizai essa parte da consciência do animal a ser usada na sua realidade. Isso traduz a experiência dele. Não é certo nem errado, mas neutro. Trata-se simplesmente da experiência que lhe é inerente. Se não se tratar dum predador, visualizai a expressão que assume na sua realidade. Senti o contacto que estabelece com os outros animais, que têm um enfoque semelhante ao seu.

De que modo perceberá ele o seu mundo? Que significado terá a natureza para esse animal? Que significado terá esse mundo para esse animal? Imaginai-vos de tal modo como parte dessa criatura que consigais sentir-lhe a cobertura. Se estiverdes diante dum animal que se identifique com a água, senti a que se assemelhará a sensação da água de encontro à sua pele, por a pele que tiverdes nesse caso ser diferente. É a dessa criatura. Senti-lhe a temperatura. Imaginai o foco que essa criatura estabelece; aquilo que é importante para ela, o que ela faz com o tempo de que dispõe, a forma como experimenta o tempo, o qual deverá divergir da forma como vós experimentais o tempo. Se esse animal possuir asas, experimentai-lhe a sensação de ter asas, e a forma como se alça acima da terra, e como comunga com o seu ambiente. De que forma comungará ele com os membros mais novos? Como será que interage com os outros da sua espécie? Bom; pensai na comunicação que estabelece, porque todas as criaturas comunicam. (Pausa prolongada, enquanto todos se esforçam por obter a visualização disso)

Este exercício permitir-vos-á ver e experimentar, e sentir um outro enfoque da consciência, para além do vosso. Ajudar-vos-á a alargar a perspectiva que tendes. Também vos ajudará a colmatar o fosso existente entre vós e o que encarais como a natureza. Sentis-vos separados da natureza, mas fazeis tanto parte dela quanto esse animal com que escolheste comungar, nesta noite. Vós estais todos interligados. A consciência dele contacta a vossa, e vós com a deles todos, sendo que este, na realidade, constitui um exercício espantosamente agradável que podeis repetir, e apreciar cada sentimento de paz ou de emoção resultante dessa comunhão. É também bastante fascinante, a harmonia que haveis de experimentar ao focardes a consciência de um modo diferente. Foi por isso que vos pedi para não trazerdes nenhuma fotografia dum animal de estimação. Não estabeleceríeis o contacto, nem compreenderíeis a mesma profundidade de consciência, no caso de se tratar dum animal que vos fosse familiar. No futuro, se praticardes esse exercício, podeis sentir vontade de despender vários minutos com cada sensação que vos descrevi. Quanto mais empregardes a consciência que tendes de modo não separado, mais facilmente abrireis mão da percepção que tendes das “laranjas” e dos “gomos”.

Agora vou-me dirigir aos vossos retratos. Neste exercício, vamos focar-nos em duas direcções diferentes, de forma a conceder-vos duas perspectivas distintas. Em primeiro lugar vou-vos instruir no sentido de identificardes essa vossa fotografia, com consciência de serdes vós próprios, é claro. É parecido convosco. Recordais a altura em que tirastes esse retrato. Se pensardes nisso, podereis mesmo identificar sentimentos que tivestes nessa particular altura. Bom, identificando-o convosco, convosco próprios, vamos desviar-nos por um momento. Isso poderá fornecer-vos um ponto de referência, na identificação da vossa essência.

Tendo presente o John, que não teve origem nesta nação, começai com essa ideia. Vós não sois originários desta nação, num contexto de tempo. Não vos estou a falar em termos geográficos. Estamos a falar de tempo, conforme o vosso país se acha inserido nele. Originalmente, viestes dum país específico no tempo, na vossa essência. À medida que fostes crescendo, deixastes o lar e aventurastes-vos por conta própria, afastando-vos na direcção dum outro país, no tempo. Agora; ao irdes para um outro país, precisais aprender uma nova língua. Ao passardes para cada país através do tempo, e vos afastardes do vosso lar, passais duma língua para outra. Eventualmente, o vosso idioma de origem torna-se difuso, tal como aconteceu com o John. Ele teve origem num país europeu, e falou a língua que adoptara com bastante fluência, enquanto criança. Não utiliza mais essa língua, por a ter esquecido; por não ser mais pronunciada de forma contínua na sua presença. Razão por que a terá esquecido, tal como vós passastes a utilizar novos idiomas, e esquecestes o vosso idioma original.

Em casa, os vossos pais, representando a parte mais significativa da vossa essência, continuam a enviar-vos mensagens e cumprimentos. Vós recebei-los, só que em grau cada vez menor. Não respondeis por terdes esquecido o vosso idioma original. Foi desse modo que chegastes a separar-vos. Tal como no foco físico vós vos separais individualmente, pela questão do crescimento, e vos tornais independentes, pela questão da exploração, também vos separastes da vossa essência com o propósito de explorardes e de experimentardes duma forma independente. A única diferença existente nesse cenário é a de que o John continuará a separar-se, e a não se recordar da língua original que tinha. Haveis de dar a volta completa e de vos voltardes a unir, e de passar a empregar o vosso idioma original.

Pode-se-vos tornar mais fácil compreender as questões que se prendem com a separação se entenderdes a tolerância, e empregardes mais na consciência que tendes de vós próprios. Voltai a olhar para vós. (Pausa, enquanto olhamos todos para as nossas fotografias) Agora; visualizemos; Kasha, altera a cor para o negro; Joseph, altera para a imagem dum Oriental; Lawrence, altera a imagem para a de um indivíduo da América do Sul; Elizabeth, altera-a para a de um Aborígene; Olivia, altera para a imagem dum Europeu; Peter, muda-a para a de um Italiano; Yarr, altera-a para a de um Índio. Ao vos verdes nesse retracto, percebei agora como sois nessa orientação. Percebei a vossa pele a mudar de cor. Percebei as alterações provocadas nas vossas feições. Senti a cultura em que vos inseris nesse foco. Pensai nas crenças que empregais nessa cultura. De que modo interagireis com uma outra cultura? Como interagis com a vossa presente identidade? Senti o vosso ambiente nativo. Estareis habituados a temperaturas amenas, e a sentir aversão pelo calor? Estareis habituados ao frio, e achais este calor insuportável? Que forma de comércio praticais? Como é que interagis com a vossa sociedade? Que é que essa pessoa sente, presentemente, neste país? (Outra pausa, uma vez mais, para tentarmos visualizar)

Ao examinardes outras consciências, vós explorais outras partes de vós próprios. Cada um de vós já terá sentido outros focos, pertencentes a outras dimensões e a outras culturas. Isso poderá prestar-se a uma ampliação da consciência que tendes da vossa essência. A vossa essência incorpora os focos todos. (A esta altura entra a Carole) Vamos dar as boas vindas à Dimin.
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Existem muitos aspectos inerentes ao elemento do tempo que vos parecem demasiado confusos, mas o vosso estado do sonhar pode ser-vos bastante instrutivo, se vos concentrardes numa sintonização com os vossos sonhos. Recordai também, que se dá uma interacção contínua entre o vosso estado de sonhos e o vosso estado de vigília, e não somente para vós individualmente; porque o vosso estado do sonhar, noutros níveis, por assim dizer, também engloba outros indivíduos; e apesar de poderdes não perceber-vos a interagir pessoalmente, com outros indivíduos ou certos grupos de indivíduos no contexto da consciência, vós interagis, continuamente. Por isso, isso reflecte-se no vosso estado de sonhos.
Alguns dos elementos dos vossos sonhos constituem “noticiários”. Agora já não empregais tanto isso, quanto o fizeste no vosso passado, por actualmente não ser tão necessário, por dispordes duma imagem espelhada dos vossos sonhos nos vossos sistemas de comunicação; os vossos satélites, os vossos programas novos; mas no vosso estado de sonhar, no âmbito da consciência, em certa medida continuais a permitir-vos ter novos lampejos que não encontram expressão nos vossos noticiários físicos.
Actualizações sobre a consciência! Cintilações! Aproximação da Mudança! Filme à uma da madrugada! Contacto com outros focos de desenvolvimento! Mais sobre o tema às três da madrugada! Contacto com um outro indivíduo no lado oposto do planeta! Blocos de notícias às duas e meia da madrugada! Erupção de violência por parte de um gangue! Mais sobre isso, mais tarde! (Sorrindo amplamente) Vós estais continuamente a actualizar-vos e a contactar por meio da consciência, não somente convosco próprios e com aqueles ao vosso redor, como com todas as espécies deste enfoque.
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JEFF: Eu perdi parte do debate subordinado aos sonhos, e agora sinto-me confuso em relação à consciência, quando dormimos. Deixamos os nossos corpos? Quero dizer, ainda permanecemos um tanto inconscientes. Penso que estejamos, mas não tenho a certeza quanto à ideia de como nos ausentamos e ainda temos estes sonhos, a maioria dos quais não faz sentido. Mas, quero dizer, nós deixamos os nossos corpos?
ELIAS: Dir-te-ei que vós jamais experimentais uma perda de consciência. Por isso, não ficais inconscientes. No vosso estado de sonhos, vós experimentais um outro aspecto de consciência que incorporastes neste enfoque físico. Vós incorporastes criativa e intencionalmente esse estado de equilíbrio da consciência, a fim de vos relacionardes com a essência.
Muitos dos vossos sonhos são bastante simbólicos; e por um lado, todos os vossos sonhos são simbólicos, quer num ou noutro nível. Podeis interpretar esses sonhos para vós próprios se vos permitirdes entrar em contacto com eles, e ter consciência daquilo que virdes. Na consciência que tendes do vosso estado de sonhos, podeis reconhecer diferentes símbolos que tenham significado para vós. Cada um de vós dispõe duma simbologia que se repete bastante no vosso estado de sonhos. Vós fazeis isso intencionalmente, por uma interpretação própria, nos termos da vossa própria linguagem. A vossa essência fala-vos na sua própria linguagem. Apenas precisais traduzir essa linguagem para o vosso estado desperto.
Haveis de notar, conforme falamos anteriormente, que esses dois estados de consciência se sobrepõem continuamente. Haveis de detectar eventos do vosso estado desperto no vosso estado de sonhar. Haveis de experimentar eventos do vosso estado de sonhar no vosso estado de vigília. Dá-se uma troca contínua entre esses dois estados de consciência. Eles assemelham-se quase a uma passagem de um compartimento para outro, e vice-versa. E nesses estados, vós permaneceis continuamente aquele que sois. A percepção que tendes, no estado de sonhar sofre uma alteração, e permite-vos contactar mais facilmente com a essência. Por isso, podeis manipular esse estado com uma maior ausência de esforço de modo a alcançardes determinados elementos em que escolhais focar-vos, (voltando-se para a Vicki) se não estiverdes a criar um bloqueio! (Riso)
Eu utilizo frequentemente o vosso estado de sonhar como um veículo fácil para vós, por não terdes treino nenhum, nesta localidade do vosso planeta, no sentido de comunicardes com a essência por meio duma meditação extensiva e aprofundada. Vós não aprendeis isso desde tenra idade. Por isso, não vos encontrais eficazmente versados nessa acção. O sonhar constitui um evento natural para vós. Por isso, se vos concentrardes nesse elemento natural do vosso enfoque, podereis usar esse “tempo” para passardes por experiências de projecção fora do corpo, para interpretardes e comunicardes com a essência, sintonizardes focos de desenvolvimento e focos de outras dimensões. Podeis utilizar esse tempo para solucionardes problemas. Podeis expressar-vos de forma criativa nesse estado de consciência, por ele não comportar inconsciência nenhuma! (A sorrir) Podeis visualizar muitos elementos que não vos permitis ver, no vosso estado de vigília. Nesse estado, podeis muito mais facilmente entrar em contacto com focos alternos e com eus alternos.
Quando obtendes resultados nesse estado de consciência, ele reforça-vos. Por isso, podeis dispor-vos mais a permitir-vos entrar em sintonia com o vosso estado desperto; mas também vos digo, o que primeiro precisais é assumir a percepção do vosso estado de sonhar como uma realidade; porque se encarardes o vosso estado de sonhar como fruto da imaginação, segundo a definição que dais à imaginação, ou como uma fantasia, ou apenas como uma linguagem simbólica representante de “coisa nenhuma”, aí não aceitareis a realidade dos sonhos, e não estareis a confiar (ter fé), e bloqueareis porções do vosso estado de vigília, por bloqueardes a interacção que se dá entre os dois elementos do enfoque físico. (A sorrir para o Jeff)
Dispomos de muitos debates subordinados ao tema dos estados de sonhar, no nosso material. Eu quero realçar bastante a importância desse estado de consciência; sublinhai-o, por vos contactar e perceber aquilo com que não entrais em contacto e que não vos permitis reconhecer no vosso estado de vigília. Não se trata de um elemento que deva ser desvalorizado! Vós não andais pelo vosso estado de vigília a desvalorizar o horário entre a uma e as cinco como irreal ou destituído de importância. Tampouco andais a dizer para convosco próprios que as horas compreendidas por esse intervalo de tempo não existem! Vós não “apagais” durante esse período! Vós também não vos desligais, alguma vez, no vosso estado de sono, e esse estado é igualmente tão importante quanto o vosso estado desperto. (Pausa, a enfatizar) Eu já referi muitas vezes que o número de horas que dependeis no vosso estado de sono não é importante. A manifestação física do vosso corpo não requer uma tal quantidade de sono que vos foi inculcado a acreditardes precisar. O objectivo desse período de tempo consiste em entrardes em contacto com a essência. O vosso corpo é capaz de se regenerar por meio do repouso, sem precisardes dormir. Vós dispondes duma expressão bastante eficaz no vosso corpo físico. Ele é bem capaz, na consciência que possui, de se preservar, assim como de se regenerar, continuamente. O objectivo do vosso estado de dormir consiste em permitir à vossa consciência abrir-se, e passar a comunicar com a vossa consciência mais vasta.
Eu dei-vos muitos exemplos, expressões e sugestões, a fim de vos auxiliar, no sentido de recordardes, e de estabelecerdes contacto, e passardes a interagir, e avançardes, e “experimentardes” o vosso estado de sonhar. Proporcionei informação referente aos passos e níveis dos sonhos. Facultei-vos interpretações. Existem muitas expressões que podeis passar a incorporar. Estás a entender isto?
JEFF: Muito mais. Não tudo, mas um retracto bem mais amplo de entendimento.
ELIAS: Tu hás-de entender.
JEFF: Preciso de o praticar, e de anotar as coisas de manhã, a ver se consigo recordar.
ELIAS: Muito bem. Isso frequentemente serve de auxílio no estado desperto, porque vós optais por não recordar, por desvalorizardes esse elemento da vossa consciência. É por isso que não os recordais; tal como no vosso estado desperto, se perceberdes que determinado elemento é destituído de importância e não merecer a vossa atenção, não o recordareis. Esse elemento da vossa consciência, com que passais tanto tempo em comunicação íntima, é muito importante, e é bastante merecedor da vossa atenção, além de ser bastante instrutivo, e divertido! (Riso) Comunicação e intercâmbio com outros indivíduos que passaram a fazer parte deste grupo há-de revelar-se como bastante útil para vos instruir nessa área, se eles também não forem desvalorizados! (A rir para a Vicki a seguir ao que, se volta para a Jene) E tu, desejas colocar alguma questão?
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VICKI: Temos perguntas! Vou começar com as perguntas do Michael. No começo das nossas sessões, nós comparávamos o estado do sonhar ao foco físico. Nessa comparação, dirias ser fazer uma correlação justa quanto a que fazemos dos eventos que criamos no estado desperto como passíveis de ser comparados às imagens dos sonhos?
ELIAS: Sim. Vós criais traduções e nessa medida identificais-vos duma forma objectiva com o vosso estado dos sonhos, no que o Michael identifica como as vossas imagens; as imagens que obtendes nos sonhos ou as imagens que recordais. Isso envolve um emprego objectivo. Por isso, trata-se duma tradução de eventos de natureza subjectiva. A consciência desperta também consiste numa tradução de eventos de ordem subjectiva. Podem não se relacionar mutuamente numa mesma ordem de imagens duma forma consistente, mas essencialmente, envolve uma acção comparável.
VICKI: Nesse caso, se nos fosse dado visualizar uma nave espacial, tratar-se-ia do mesmo tipo de matéria física que este copo?
ELIAS: Sim e não. Essa acção assemelhar-se-ia às vossas imagens de sonhos, conforme as designais presentemente, que se traduziriam para o estado desperto na mesma. Por vezes, vós traduzis por imagens de sonhos e criais o imaginário de forma a traduzirdes também na vossa expressão física durante o estado de vigília, ao visualizardes acção precognitiva. Por essa mesma maneira, traduzis no momento para imagens objectivas, apesar disso não ser criado como criais uma montanha ou uma árvore ou o vosso oceano, de modo a todos poderem ver.
Conjuntamente, colectiva e subjectivamente, vós concordastes todos com certas formas de organização da energia que se manifesta em determinados objectos que designeis por matéria. Existem algumas manifestações com que nem todos concordais. Por isso, podeis criar o objecto físico, mas esse objecto físico não será permanente.
Ora bem; também vos direi que esse assunto envolve mais, por já vos ter dito que por vezes no vosso enfoque se geram transparências que podeis perceber em termos físicos. Por isso, depende da acção. Dentro duma concordância, certos indivíduos podem permanecer abertos à percepção conjunta duma transparência espontânea. Noutras situações, as pessoas podem criar as suas próprias imagens e podem traduzi-las em termos físicos.
VICKI: Penso que é difícil compreender como certa matéria física seja passível de ser considerada como não permanente.
ELIAS: Tal como vos falei dos vossos objectos, os vossos achados arqueológicos, ou as vossas ruínas antigas, a razão porque esses objectos continuam a existir, conforme o reconheceis, deve-se ao factor da vossa atenção; a vossa concordância no âmbito das crenças que comportais, e da atenção que traduzis em termos de energia fornecida à criação desse objecto. Ao continuardes a fornecer energia para a sua manifestação, ele deverá continuar a existir. Com a criação de determinados objectos no vosso mundo e nesta dimensão, todos vós estais de acordo quanto à sua manifestação. Por isso, vós mantendes a energia. Continuais com a vossa atenção, permitindo uma continuidade da manifestação. Em determinadas áreas, certas questões, vós não concordais todos em todo o vosso planeta. Por isso, a consciência total não se revela de acordo e nessa medida, os objectos podem continuar a ser criados, mas não comportarão a energia que lhes permita continuar a manifestar-se. Existe uma diferença entre o que criais, e aquilo que transparece.
VICKI: Está bem. Eu vou pensar nisso. Não compreendo bem a coisa, mas entendo-o em parte.
ELIAS: Se estiverdes todos de acordo quanto à forma que uma taça deve ter, haveis de criar uma taça dessa forma. O que não quer dizer que um indivíduo ou mesmo um grupo de indivíduos não possam escolher criar em termos físicos uma taça que não apresente qualquer semelhança com a taça oficial que convencionastes. Ela prosseguirá. Há-de ser criada, mas a energia que lhe é cedida não é tão forte para continuar a manter o foco, de modo a permitir que esse objecto seja reconhecido como uma criação oficial aceite; tal como tu e o Michael experimentaram a criação da vossa criatura. Ela não é imaginária. Vós de facto no momento criastes realmente uma manifestação física. Essa criatura não percorre o vosso planeta presentemente, por a energia à sua continuidade não ser cedida.
No caso daqueles que cedem energia à criação desses objectos ou manifestações, a energia não lhes é cedida duma forma contínua, porque nas crenças das massas, mesmo aqueles como vós que criam fisicamente diante da sua visão objectiva não acreditam completamente. Continuam a subsistir crenças conflituosas, por as crenças das massas não aceitarem essa informação não oficial. Por isso, a energia cedida não se revela suficientemente forte para dar continuidade à manifestação.
O que não quer dizer que não possam dar continuidade à manifestação se o escolherdes. Se todos os indivíduos espalhados pelas vossas culturas desta dimensão estivessem em acordo e aceitassem a informação não oficial, e a aceitassem como oficial, nesse caso ela manifestar-se-ia e passaria a existir. Esse é o objectivo da vossa Mudança.
VICKI: Torna-se mais ou menos confuso quando se menciona coisas que são permanentes e massa temporária. Por exemplo, esta nave espacial que as pessoas andaram a ver durante trinta anos, eu queria saber se haverá quem entrasse no compartimento em que essa nave se encontrasse e não a visse?
ELIAS: Há. Vós aceitais o que a vossa percepção e as vossas crenças vos ditam.
...
VICKI: Está bem. Outra questão para o Michael: serão toda a actividade dos sonhos e a actividade do estado de vigília filtrados pelas crenças?
ELIAS: Não. Isso é difícil de compreenderdes por traduzirdes o que percebeis pelas vossas crenças; apesar de nas acções iniciais das traduções que fazeis do subjectivo para o objectivo isso não ser sempre influenciado inicialmente pelas crenças, apesar de ser influenciado por crenças subsequentes.
VICKI: Então, se tivermos um sonho tipo resolução dum problema e despertarmos com a exacta imagem que nos resolva o problema, que cabimento terá isso na filtragem que se dá por intermédio das crenças?
ELIAS: Isso não é caso de ser filtrado ou não filtrado. Depende bastante da acção assim como da interpretação. Além disso, entende que na actualização de qualquer imagética, se verifica uma filtragem feita por intermédio das crenças.
VICKI: Acho que a verdadeira questão é, como é que, por vezes, as imagens de sonho parece tão claramente relacionadas, como um sonho de resolução de problemas ou de um sonho premonitório, e outras imagens de sonho ou o simbolismo são tão difíceis de interpretar?
ELIAS: Existem várias razões para essa ação. No caso de certos indivíduos, a ação da tradução é principalmente feita para a consciência objectiva. Portanto, as imagens de sonho deles deverão espelhar o seu estado de vigília. Devem, muito do seu tempo, no âmbito de uma lembrança de atividade sonho, de uma lembrança de atividade do sonho, eles devem identificar fortemente com imagens objetivas do estado desperto. Essas imagens devem ser transpostas para este tipo de imagens. Esta é a razão para que eles se sentem mais à vontade com a identificação de imagens objectivas. Esses indivíduos também não costumam lembrar atividade onírica incomum. Às vezes, mas raramente. Eles acham-se muito objetivamente focados. Esse é o seu desejo. Eles acham-se imersos no foco objetivo.
Portanto, as suas imagens de sonho devem espelhar isso também. A tradução que fazem será automática em imagens objectivas do estado de vigília. As pessoas que tiverem o desejo de procurar dentro, e permitir um maior conhecimetno objetivo da atividade subjetiva, deverão experimentar imagens de sonho que parecerão estranhas. O que vocês estabelecem é que experimentam unicamente sonhos simbolicos. " Os meus sonhos não apresentam imagens reais!" Isso é intencional, também, para vocês diferenciarem. Vocês não desejam criar imagens que lhes sejam familiares no estado de vigília. Vocês desejam compreender e investigar informação subjetiva. Portanto, vocês criam imagens diferentes. Isto é onde vocês gêmeas, e muitos outros também, fornecem a vós próprias muita confusão, por serem muito criativas no imaginário do vosso estado de sonho. Com isso, não deverão ser repetitivos em relação a grande parte das vossas imagens, e, como o Michael fez notar, você pode estar criando muitas imagens para uma só ação. Este é um esforço criativo.
No vosso estado de vigília, vocês repetem acções. Este é um comportamento familiar. No vosso estado de vigília, se optarem por caminhar, você andam sobre os vossos pés. Não caminham sobre as mãos, em geral! Portanto, vocês repetem continuamente ações no vosso estado de vigília. Essa é uma criação conhecida. Foi assim que vocês criaram o vosso estado de consciência objetiva. No seguimento de um desejo de estabelecerem ligação com informações subjectivas, vocês optam por não relacionar com a ação do estado de vigília. Vocês optam por não criar o mesmo ambiente. Por conseguinte, quando confrontados com a mesma acção subjetivamente, vocês traduzirão para as vossas imagens de forma diferente. Este é um reconhecimento que fazem para vós próprios objetivamente, em que estabelecem uma distinção entre acção objetiva e acção subjectiva.
VICKI: Então, eu acho que é bem interessante que achemos os nossos sonhos bizarros, e invejo aqueles que têm sonhos premonitórios.
ELIAS: Bastante divertido! Embora te deva também dizer que esses indivíduos que permitem o que designas por sonhos premonitórios estão a permitir um trespasse da actividade subjectiva, ao permitir uma abertura dos sentidos internos, e continuarem a traduzir no âmbito da consciência objectiva.
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O MATERIAL ELIAS