sábado, 22 de outubro de 2016

DEFINIÇÃO E EXPLORAÇÃO DE CURA



"Remeter a Energia para o seu Ponto de Origem"

"A Cura do Semelhante pelo Semelhante"

“A CURA E A CONSCIÊNCIA DO CORPO”
“ABORDAR OS SINTOMAS PRIMEIRO, DEPOIS A CAUSA”
“ESPELHAR: CURA PELO SEMELHANTE”



Bom dia! Hoje vamos abordar o assunto da cura. Bom; nessa medida perguntava-lhes a todos, em primeiro lugar, qual é a definição que dão à cura? Como definiriam a cura?

Resposta: A definição que eu assumi assenta no voltar ao estado natural. E para mim, isso significa o estado natural que se acha em harmonia com a minha própria energia da essência, o que quer que isso seja. Mas isso incluiria todos os outros, também. Não é um padrão absoluto.

Excelente. Eu diria que sim, que é uma definição de cura.

Agora, nisso há muitas, muitas elaborações tecidas em torno da cura e da ideia da cura. E nessa medida, o uso da definição do retorno ao estado natural pode ser um tanto traiçoeiro, pois, em que consiste o estado natural?

Poderão dizer que o estado natural passe por ter tudo a funcionar na perfeição ou de modo que deve. Mas, que será isso? Porque, independentemente de estarem a dirigir-se a um ser – que inclui todos os seres – ou o vosso planeta ou seja o que for, a cura pode ser aplicada quase a tudo. Nessa medida, qual será o seu estado natural, de momento? Qual será o seu estado natural agora? O que pode ser o seu estado natural agora pode não ser o seu estado natural no início.

Por conseguinte, o que poderá ter sido o estado natural de um humano, digamos, poderão imaginar que todos os aspectos do ser humano na sua consciência do corpo, na mente, no seu estado emocional, estejam a funcionar de modo apropriado, por assim dizer, e esteja a funcionar no seu estado natural. Mas a ideia que tenham do seu estado natural seja funcionar de modo que identifiquem como funcionamento optimizado – aquilo que tenha sido concebido para fazer, por assim dizer.

Mas eu diria que aí surge o factor da escolha e o que as pessoas escolhem ou o que a energia escolhe ou mesmo o que o vosso planeta está a escolher. E isso cria uma situação em que essa definição pode resultar um tanto nublada. Por ser uma questão de percepção, uma vez mais, e da interpretação do que seja o estado natural de um ser ou de uma coisa por qualquer forma que seja. E qual será o estado natural desse ser ou dessa coisa em qualquer altura?

Porque, certas manifestações tais como órgãos, digamos, podem funcionar de modo que vocês possam perceber ser disfuncional, mas com respeito à escolha do indivíduo, pode estar a funcionar de forma bem natural nessa altura relativamente à sua escolha e ao desejo que tenha e ao movimento que empreenda, ao que esteja a explorar. Isso envolve muitos factores.

Aquilo a que isso os conduz é à ideia de uma norma, a existência de um padrão generalizado que se traduza por tal estado natural e optimizado, estado natural esse que signifique que tudo esteja a funcionar da forma para que foi concebido. Em relação a essa norma também os conduz em direcções com respeito à questão da cura, em que criam avaliações do que esteja a funcionar adequadamente e do que não seja saudável e por conseguinte exija que seja alterado.

Bom; esse é um bom segmento da cura que não expressam por palavras quando dizem que a cura esteja em retornar ao estado natural. Aquilo que não estarão a dizer por palavras, com tal declaração de que a cura esteja em regressar ao estado natural é que, se houver a percepção de que nada esteja no seu estado natural ou no estado da função para que tenha sido designado, então deveria ser alterado. Devia ser mudado para passar a funcionar da forma para que tenha sido designado.

O tema da cura pode ser consideravelmente complicado, por cada pessoa ter uma ideia diferente e acreditar de forma diferente com respeito ao que seja natural e ao que não seja natural, e ao que seja saudável e ao que não seja saudável, ao que seja bom e ao que não seja, ao que esteja a funcionar e ao que não esteja. E para cada uma dessas expressões vocês possuem padrões que são fortemente influenciados pelas elaborações que fazem.

Todas as vossas normas são um produto de padrões, por andarem de mão dada. Lembrem-se que as elaborações são todas as razões que apresentam a favor, ou razões para tudo e mais alguma coisa. Por conseguinte, muito daquilo que abordam ou do que percebem no sentido da cura é altamente influenciado pelas vossas elaborações: Isto deve mudar porque…; Isto não é saudável, porque… Mas sempre que derem uma explicação do “porquê” estão a incluir uma elaboração. Isso representa a resposta ou a explicação quanto à razão porquê ou a razão para qualquer coisa.

A razão por que esta questão é importante deve-se a que tenham entrado numa era em que se encontrem, por assim dizer, a sofrer uma investida por parte de ideias relativas ao que seja saudável e ao que não seja, e ao que devam fazer ou não devam fazer, ao que deva ser alterado e o que não deva ser alterado. E isso em muitas pessoas, senão em todas, move uma imensa paixão por diversas formas.

E quando vocês apresentam a vós próprios alguma que pareça ser disfuncional por alguma forma, essa passa automaticamente a ser a direcção para que se voltam: precisa ser sanado, vocês precisam ser curados, eles precisam de cura, a sociedade precisa ser tratada, o planeta precisa ser corrigido, os vossos entes queridos precisam ser curados – tudo precisa ser curado. Por provavelmente haver algo que descubram de errado em quase tudo e isso exigir algum tipo de mudança e de recuperação da saúde.

Bom; um outro factor que é muito importante neste tema, e porque importa abordar, é a ideia e a questão de a cura em si mesma, seja em que sentido for, se achar baseada no medo e naquilo que não querem. Isso é o que incita a ideia da cura, essa concentração naquilo que não querem, de mão dada com um factor de medo das consequências: de que, se não o fizerem venham a apresentar-se consequências. Ou se o continuarem a fazer, venham a surgir consequências. Mas isso evoca a projecção, a antecipação – e esse medo gera uma forte influência na maioria de vós. Por os influenciar de modo a questionar-se, a questionar o que estejam a fazer e a questionar o que estejam a deixar de fazer. Influencia-os a fazer ou a exagerar ou a deixar de fazer ou a não fazer de todo. É tremendamente potente por ser um tremendo objecto de dúvida.

Será isto para dizer a algum de vós que a cura não seja boa ou que não seja necessária ou que seja questão negativa? Não, em absoluto. Mas importa que todos vós, à medida que expandem a consciência que têm e se estão a tornar mais presentes, também deixem de criar oposição em relação a vós próprios pela inclusão de expressões que sejam automáticas, de que vocês não tenham consciência objectiva quanto ao modo como estejam a continuar a influenciá-los em sentidos de que vocês procuram afastar-se – por estarem a prestar atenção a vós próprios, por se acharem presentes, por estarem a aplicar a informação, mas paralelamente se sentirem confusos e frustrados por existirem determinadas áreas em que vocês simplesmente parecem não conseguir realizar.

E parte da razão disso deve-se a essas expressões um tanto insidiosas que fazem parte do vosso viver diário que encaram como positivas quando na realidade, ao serem automáticas incorporam uma influência negativa, por os influenciar a concentrar-se no que esteja errado e naquilo que não querem, e no medo. E influenciam relativamente ao reforço da ideia e da perpetuação dessa expressão das consequências. Isto será o que acontecerá se fizerem isto ou deixarem de fazer.

Importa igualmente reconhecer, com respeito à cura, quando afirmam que a cura esteja no retorno a um estado natural, importa ter consciência do que isso queira dizer no momento, o que isso significa hoje na presente situação e no presente sentido; por a parte mais influente da cura com efeito não assentar necessariamente na alteração da manifestação física, mas no regresso a um estado natural que exprima abono, permissão – não luta nem oposição.

Quando pensam uma expressão de qualquer coisa que pretendam curar, ou quando observam uma situação exterior qualquer que estimem como que necessitada de cura, a associação automática que os acomete é a de alterarem isso, de se oporem o que se apresenta até que deixe de se apresentar. E vocês fazem isso por múltiplas formas. E em muitas situações vocês fazem-no de uma forma que naturalmente acham lhes esteja a ser encorajada, quer pela informação ou pelo que achem que seja útil, ou pelas sugestões e actos de auxílio que estendem.

Mas, em que se basearão tais actos e sugestões? É uma questão de terem consciência de envolverem o factor do medo e das consequências, em relação ao que eu diria que uns 95% das vossas expressões incluem esses factores subjacentes e motivações resultantes do medo e das consequências, por estarem a abordar algo que não querem ou de que não gostam. E nessa medida, querem vê-lo alterado. Querem isso diferente, ou querem que desapareça.

Isso, conforme eu muitas e muitas vezes referi no passado, apenas os influencia a concentrar-se naquilo de que não gostam e que não mais querem. E como poderá isso equivaler a um retorno a um estado natural? Apesar de poder, por constituir o estado natural em que de momento se encontram. Mas em grande medida, o provável é que não equivaler.

Mas é uma questão de reconhecerem que um dos factores mais importantes passa por deixarem de se opor, por o esquecerem, deixar de dar importância àquilo de que não gostam ou que não querem. E isso constitui um desafio considerável.

Se tiverem um familiar que tenha criado uma enfermidade ou tenha perdido um membro ou esteja uma situação de senilidade, torna-se num desafio excessivo deixar de mover oposição e deixar de se debaterem com isso. Quererá isso dizer que devam concordar com isso? Certamente que não. Quererá isso dizer adoptar aquilo de que não gostam? Não, decididamente.

Podem não gostar de uma particular expressão ou manifestação, mas quanto mais lutarem com ela, quanto mais se opuserem a ela, quanto mais se concentrarem naquilo de que não gostam ou no que tenha de errado, tanto mais o reforçarão e mais se desviarão do vosso estado natural. Por conseguinte, quem é que passa a necessitar de cura?

Vamos tentar utilizar aqueles exemplos objectivos em que um familiar gera uma doença ou uma manifestação física qualquer perigosa, ou que percebam em termos de perigo – perigo que represente a possibilidade da pessoa poder ser levado a um desenlace - por isso ser sempre sinal de perigo e representar a derradeira consequência, a morte.

Ou a possibilidade de um ente querido vosso estar a gerar algum tipo de manifestação que possa não conduzir à derradeira consequência da morte, que em certas situações, na percepção que têm, pode afigurar-se mesmo como pior, ficar prostrado ou em sofrimento. E quando amam alguma coisa, ou alguém, vocês não querem que esse alguém sofra. Vocês sofrem com ele quando se acha em sofrimento, por entrarem em empatia ou simpatizarem com a sua condição. E aí, por assim dizer, vocês sentem empatia, por também sofrem com o sofrimento dele.

Por conseguinte, como hão-de aplicar a cura e deixar de se concentrar nas consequências, no medo ou no que tenha de errado? De que modo hão-de aplicar esse retorno ao estado natural e incluir o que esse estado natural possa representar agora, por esse estado natural actual poder diferir do que estimam dever ser? Mesmo em situações de doença, esse poderá ser o estado natural actual. Essa pode ser a escolha actual subjacente ao estado natural. Ou digamos no caso de um ferimento, ou de dano cerebral que uma pessoa possa ter criado. Essa pode ser a escolha quanto ao seu estado natural do momento.

O modo como se movem no sentido de empregarem a cura com relação à mudança, à expansão, ao estar presente e não se moverem na direcção do medo e das consequências ou da oposição, passa primeiro por identificarem aquilo que receiam. Que consequências estão a antecipar? Que receios têm? Esse é o primeiro aspecto. Mas reconheçam-no – não o repilam, nem se debrucem nele, mas também não o ignorem nem tentem alterá-lo, reconheçam-no, certifiquem-se dele simplesmente.

A seguir não lhe movem oposição, mas reconhecem a expressão daquilo que percebem constituir a disfuncionalidade. Querendo com isto dizer que, se ocorrer convosco, que expressão terá isso? Que sintomas apresentará? Qual será a sensação que têm do que não esteja propriamente a funcionar, ou do que percebem não estar a funcionar adequadamente? Se ocorrer com outra pessoa ou outro ser, avaliem a posição em que se encontra e a posição em que vocês se encontram. Isso é tremendamente importante. Se envolver outro ser, não os envolverá a vós, e será uma questão de honrarem (respeitar) esse outro ser não pela interferência mas pela ajuda. E isso requer avaliação da posição desse outro ser em meio ao que esteja a criar, e avaliar se quererá um envolvimento da vossa parte.

Eu já referi imensas vezes, em especial recentemente, que importa reconhecer aquilo com que se envolvem, e de que podem aplicar-se sem se envolver quando uma dada situação não os envolva directamente. E estou ciente de que muitos de vocês, senão mesmo a maioria, continuam a debater-se com esse conceito.
Mas com respeito à cura, vocês podem, digamos, estender energia ou repartir energia caso esse outro ser se mostrar receptivo a isso.

Desse modo estarão a projectar uma energia destituída de expectativa. Não estarão a expressar especificamente um modo porque essa energia seja usada ou recebida. Estarão apenas a expressar um desejo genuíno de auxílio e estarão a estender essa partilha de energia, coisa que eu sempre encorajo.

Mas quando se movem em direcções mais específicas, quer em relação a vós próprios ou a outros, e se encontram focados uma manifestação particular, ou no que percebam como um funcionamento defeituoso, aquilo que lhes diria seria que, se quiserem ser úteis, se efectivamente quiserem genuinamente voltar-vos num sentido de cura e não opor-se, é uma questão de voltarem a energia ao seu ponto de origem.

Ora bem, isso difere de alterar a disfunção. Digamos, a título de exemplo hipotético, que uma pessoa esteja a criar uma disfunção em relação à garganta, e esteja a ter um desconforto considerável na garganta. Isso torna-se-lhe num incómodo e afecta-lhes a capacidade de funcionar.

Bom; quer vocês se encontrem na posição de ajudar essa pessoa por um processo de cura ou se passe convosco e vocês estejam a gerar essa acção, a energia que estiver a afectar a garganta do indivíduo não tem origem, e o mais provável é que não tenha tido, ter origem na garganta. O provável é que essa esteja a ser expressa a partir de uma outra área qualquer, e isso esteja a afectar a garganta.

O indivíduo poderá ter optado por afectar a garganta por uma razão qualquer, mas não é isso que importa. Eentualmente importará para o indivíduo que estiver a criar esse sintoma, porém, no imediato não constitui o factor mais importante. Abordem sempre qualquer coisa no que concerne a cura em conjunto, com o AGORA primeiro. Os sintomas em primeiro lugar, as causas em segundo lugar. O que quer que estiver a ser objecto de expressão AGORA primeiro, o PORQUÊ em segundo lugar.

Em muitas situações em que abordam os sintomas primeiro, pode nem sequer ser necessário descobrir o porquê, por o poderem apresentar a vós próprios automaticamente. Mas abordem sempre uma situação qualquer da perspectiva do AGORA primeiro. Reforcem sempre a presença e o AGORA.

Nessa medida, independentemente de saberem conscientemente o que esteja a causar essa particular manifestação, não tem importância. Quando abordam o AGORA e o sintoma AGORA, não terão que conhecer a mecânica nem toda a física da energia que estiver a ser expressada nem quais os órgãos que estiverem a ser afectados nem qual sistema do organismo está a funcionar mal, se quisermos. Tudo quanto é significativo que saibam é que, qualquer que seja a energia que esteja a ser reunida a ponto de causar desconforto corresponderá a um acúmulo e que não tem origem aí. Tem origem nisso.

Portanto, com toda a simplicidade, é uma questão de expressarem essa influência ou essa instrução no sentido de que toda essa energia retorne ao seu ponto de origem, qualquer que ele seja. Esse indivíduo que estiver a sofrer desconforto na garganta pode na verdade estar a projectar energia a partir do pâncreas e ela estar a manifestar-se na garganta, mas a origem dessa energia situar-se no pâncreas. E assim não estarão a expressar a mudança do que quer que seja nem a alteração do funcionamento de algo que tenha escolhido; agora estarão apenas a redireccionar a energia no sentido de retornar ao seu ponto de origem. Onde quer que a dor se situe, a energia irradia e não pertence especificamente à área que actualmente esteja a ser afectada.

Mesmo num pequeno exemplo, se cortarem o dedo poderão ver o ponto em que tenham sido feridos, mas o provável é que venham a sentir a dor em mais zonas do que apenas essa. Todo o vosso dedo mostrar-se-á dorido, por no ponto de origem a energia se dispersar imediatamente.

Sempre que alguma coisa física for afectada ou danificada ou for ferida ou ficar enferma, o que a consciência do corpo automaticamente faz - e isso estende-se muito para além da vossa consciência corporal, que subsequentemente eu irei igualmente referir - mas a consciência do corpo nesse ponto de origem automaticamente dispersa a energia. Projecta a energia para o exterior em diversas direcções, para a afastar do ponto de origem, e para não concentrar essa energia no dano.

(Com ênfase) O vosso corpo, todos os corpos, fazem automaticamente o que eu lhes tenho vindo a referir há anos. Mas o que vocês fazem é DESESPERADAMENTE TENTAR CONCENTRAR TODA A ENERGIA NESSE PONTO DE ORIGEM, que o corpo automaticamente está a dispersar para não a concentrar nessa disfunção, e assim poderá substituir essa energia e atraí-la de volta ao seu ponto de origem a fim de a sanar. MAS NÃO O PODE FAZER! por vocês não estarem a forçar a energia de volta ao seu ponto de origem de forma natural a fim de restaurarem a condição natural. Não, vocês estão a concentrar-se naquilo que sentem, quer seja físico ou emocional ou mental, ou mesmo o vosso planeta, querem curar o vosso planeta.

Eu tenho referido repetidamente que não é uma questão de curarem o vosso planeta. Ele está a mudar, está a ajustar-se e está a tomar um rumo próprio. Ele não requer cura, nem se trata de questão nenhuma de cura. trata-se de vocês se voltarem em direcções diferentes e de alterarem a vossa concentração relativamente à forma como interagem com ele, de modo bastante similar ao modo como interagem com os vossos corpos - o vosso e com os outros.

Quanto à mudança, referi há muito tempo atrás que uma das acções significativas que podem usar é a de redefinirem os termos e consequentemente redefinirem a vossa realidade. Isso aplica-se a tudo na vossa realidade, quer julguem ser bom ou mau. Tais ideias e direcções e expressões que julgam ser boas também requerem mudança. o facto de pensarem que sejam boas não quer dizer que não mudem, ou que não requeiram mudança em relação à mudança. Requerem, por tudo estar a mudar. TUDO está a mudar.

E nesse sentido, importa que a compreensão que tenham da cura também sofra uma mudança.

Deixem que lhes diga que já se encontram num ponto do desenvolvimento tecnológico em que eu dirira em definitivo que a vossa ficção científica se tornou ciência de factos por esta altura. A vossa tecnologia avançou a tal ponto que aquilo que veem como impossível e ficção científica, já dispõem de tecnologia para usar. Ainda não a estão a utilizar em massa, por continuarem a perceber a cura da forma que a percebem, equiparando-a a uma correcção, e que tudo quanto esteja associado com a cura se ache associado com uma norma ou padrão, e que tudo quanto esteja associado a padrões envolva esses factores da consequência e do medo.

E a tecnologia que podiam estar a usar, por JÁ DISPOREM DELA - já a desenvolveram, já a inventaram - a tecnologia que PODIAM estar a empregar não podem utilizar, por ser incompatível com o medo e a consequência. E vocês continuam a mover-se no sentido das forças externas: dos produtos farmacêuticos. Por o modo como alteram e corrigem se basear no medo e nas consequências, nas fontes ou agentes externos.

Mas uma vez mais vou referir, no sentido de evitar ideias antagónicas ou restritas, que quando digo que as pessoas empregam fontes externas ou métodos com relação à cura, não estou a dizer que isso seja errado ou mau, ou que seja melhor não recorrer a tais métodos. A questão não está nisso, por não estar a referir isso.

A questão assenta no que motiva isso. O ponto está além de um método; trata do que esteja a motivar em qualquer direcção que seja, a despeito de incorporar fontes ou agentes externos ou não, que não tem importância. É motivado pelo mesmo, que é o medo e a consequência.

E nessa medida, a tecnologia de que dispõem no sentido da cura - em conjunto com o direccinamento da energia de volta ao seu ponto de origem, e empregar esse princípio por uma maneira tecnológica que negligenciaram durante séculos do "semelhante cura o semelhante," que na realidade É aquilo que cura, e é excepcionalmente simples - essa tecnologia volta-se nessa direcção. mas vocês movem-se no sentido da oposição. por isso ainda não foi empregue. Mas não é que não disponham dela, porque dispõem.

Deixem que lhes diga que, a razão porque esse princípio da cura pelo semelhante é bem-sucedido deve-se a que, quando geram uma manifestação física, que é que estão a fazer? A consciência do vosso corpo está a expressar uma comunicação. Já lhes tenho vindo a dar conta disso há um tempo considerável. o vosso corpo está constantemente a comunicar-lhes algo, e a forma de lhes captar a atenção é através dos sentimentos, emocionais ou físicos. Todos eles são produzidos pela vossa consciência do corpo.

E nessa medida, quando sentem desconforto emocional ou físico, isso é um sinal que a consciê ncia do vosso corpo lhes está a comunicar em relação ao que estão a fazer. Está a transmitir-lhes uma confirmação: isto é o que estás a fazer de momento.

Agora, quando espelham isso de volta ao corpo, isso representa um comunicado de volta à consciência do corpo a dizer: "Mensagem recebida," e ele para. Quer seja sensação emocional ou física, ele parará, por ter sido levado em consideração. A mensagem foi recebida, mesmo que não saibam que mensagem tenha sido. Se espelharem de volta para o corpo, ele deixará de enviar o sinal, por registar "Mensagem recebida," e consequentemente não ser necesário continuar a expressar a mensagem. Nessa medida o semelhante cura o semelhante.

Pergunta: Estavas a falar da tecnologia que já inventamos com respeito à cura pelo semelhante. referes-te à homeopatia?

Não, isso é uma prática, e eu diria que com respeito à homeopatia as pessoas estão a voltar-se nessa direcção com a homeopatia. Não a empregam por completo, mas estão a voltar-se para a prática disso, e eu confirmo-o.

Mas isso não é uma expressão de tecnologia. Aquilo que lhes diria é com relação à homeopatia, que assenta na incorporação de práticas relativas ao consumo e a acções que empregam, e, conforme a terminologia que empregam, ao vosso estilo de vida.

A tecnologia nesse sentido deu-se na área do, por assim dizer, desenvolvimento da sincronização das qualidades vibratórias que se acham em sincronia com as qualidades vibratórias que vocês expressam e que podem manipular no direccionamento da energia, de forma muito similar àquela porque direccionam a electricidade. Podem direccionar a energia da electricidade para ser usada por diversos meios e para operar muitas funções. Mas esta é uma tecnologia que foi desenvolvida que é diferente e que não é eléctrica, mas que pode ser manipulada em muitas formas diferentes, ou mais do que conseguem manipular com a electricidade.

A tecnologia é desenvolvida e concebida para, de certo modo, esquadrinhar o corpo físico de modo similar àquele em que sondam um veículo com o uso da electricidade. Ela sonda a consciência do corpo, localiza pontos de origem em que a energia esteja a dispersar-se, a seguir localiza fortes concentrações de energia que se tenham dispersado por diferentes áreas do corpo, e pode expressar determinados impulsos no sentido de encorajar essa energia a retornar do onto de origem e consequentemente proceder à cura, conforme vocês dizem.
 
Por conseguinte, se quebrarem um osso, a tecnologia pode escrutinar a área, pode isolar a quebra óssea - cujo aspecto é evidente - mas então volta-se numa direcção e perscruta a consciência do corpo para localizar aquelas áreas do corpo em que a energia tenha irradiado do ponto de origem e se tenha acumulado noutras áreas do corpo. Que pode ser no ombro do indivíduo, ou no pé, ou na cabeça. Gera um pulsar que encoraja e influencia essa energia a afastar-se dessas áreas colectadas para o ponto da origem, para se concentrar de forma a solidificar o osso de novo.


Vocês já dispõem dessa tecnologia. Apenas não a estão a usar ou a empregar por o seu uso levantar obstáculos significativos, o que constitui a promoção do medo e das consequências.

Há MASSAS que promovem a manutenção do medo e das consequências, que é expressão que é fortemente empregue por todo o vosso mundo, e essa é a oposição que tal tecnologia enfrenta. Eventualmente a tecnologia virá a vingar, só que no presnete enfrenta oposição.

Essa é uma outra razão porque é importante para aqueles de vós que que estão a conceder esta informação a vós próprios e que estão a expandir-se e a tornar-se mais conscientes, se devem informar e saber o que estão a fazer e produzir essa projecção de energia em que apliquem um movimento o sentido da cura de uma forma mais produtiva e que não reforce o velho nem perpetue o medo das consequências.

Pergunta: Elias, essa tecnologia terá nome? Já terá sido inventada, essa tecnologia que descreveste?

Já foi inventada, sim. Eu diria que está a ser objecto de diferentes designações no presente que com toda a probabilidade irão sofrer mudança. A maioria deles é estritamente reservada. É tudo fruto de empreendimentos privados, e são estritamente mantidos em privado. Coisa que até ao presente no vosso mundo é de certo modo compreensível, com tanta oposição que está a suceder.

Pergunta: A título de confirmação, eu assisto à série Star Trek Voyager, e nela o Dr. Hologram utiliza aquela máquina, e por meio de pulsões cura quebras de ossos e faz a energia retroceder. Eu acho que isto seja uma validação disso.

Esse é um excelente exemplo do reconhecimento e conhecimento da vossa energia, pois não vos estava a dizer de um maneira ameaçadora, perturbadora ou preocupante, mas vós imediatamente se voltaram no sentido de ficar com medo, medo de que, se não fizerem alguma coisa, se não empreenderem uma acção qualquer, JÁ e de imediato, e não corrigirem o que estiver errado, e se concentrarem nisso - no que esteja errado - então venham obviamente a enfrentar a derradeira consequência, que é a morte.
O que não é invulgar. Mas eu diria que mesmo quando as pessoas não expressam necessariamente essa derradeira consequência da morte, referem consequências. Pode ser que, se não definirem uma actuação particular, algo venha a piorar. Por conseguinte, já será errado, mas tenderá a piorar.

E nisso reside a questão: estão automaticamente a concentrar-se no que erro e nas consequências do medo. Mas deixem que lhes diga, não importa que se movam na direcção dos agentes externos ou que se movam na direcção de se curar.

Quando lhes digo que nesta altura essa questão da cura se baseia no medo e nas consequências, estou a dar-lhes conta diso de forma deliberada, e diria que não importa que abordem os médicos, ou que estejam a agir no sentido de se curarem, ou se estão a envolver trabalho ou a fazer meditações ou dieta – não importa o método que estejam a utilizar. Mesmo que estejam a mover-se no sentido da cura e do trabalho com a energia, ainda incorporará aspectos do medo e das consequências; se fizerem determinada coisa, virão a enfrentar uma consequência.

Mesmo a nutrição! Se não comerem correctamente, terão consequências. Estarão a matar-se em relação ao que consomem. Mas mesmo com respeito às expressões de energia: se não o fizerem correctamente, não corrigirão o problema. Ou sentir-se-ão motivados a empreender um trabalho da energia por causa de estarem a ajudar. Mas que estarão vocês a ajudar? Estão a ajudar em relação ao que será desnecessário.

A concentração permanece no que é danoso, no que é errado ou no que precisa ser mudado e corrigido. Não que a mudança seja má, porque não é. Não que seja errado querer mudança; não. Essa é a questão. É a tremenda concentração no erro ao invés do que não esteja errado, e a tremenda concentração no medo e na consequência.

Mas isto conduz as pessoas a um tal conflito desnecessário, desespero, desalento, desconforto, que se se permitirem reconhecer que não lutar com nem lutar em prole de algo não significa que não queiram saber. O vosso interesse, a vossa compaixão, o amor que tenham não é mensurável pelo volume de esforço que empreendam.

Pergunta: Eu tinha uma pergunta da Gillian de Somerset que creio vir a propósito. Vou lê-la e deixar que a reformules caso aches necessário.

“Eu passei por uma experiência excelente, embora tenha gerado um certo desconforto, ultimamente. Passei quatro semanas no hospital a fim de descobrir o que realmente me acometera por estar a perder peso e ter dores crónicas de estômago. Percebi após a última conversa que tivemos acerca de certas pessoas que passam pela experiência de extremos, e eu sou de facto uma dessas que elegeu isso. Seja como for, gostaria que comentasses ou confirmasses se eu estou a avançar com o meu processo detransição.

“Sinto que durante esse período, deterceti o quanto me condeno, mas tambem senti que me estou a mover rapidamente no sentido da aceitação de mim própria e dos outros. Tomei consciência de estar a rumar no sentido de me tornar num pequeno rebento.

“Além disso, sinto que sempre acreditei que o meu corpo sara rapido. desde que regressei a casa, notei e reforcei essas crenças. A verdade em mim prossegue. Agora descubro que estou a soltar-me e a deixar de pressionar.

“Eu senti-me só e frustrada por não ser capaz de falar com ninguém a viva voz. percebo que todo o querer ter sonhos lúcidos, sentir, ver a energia, meditar, à semelhança de muitos outros, sinto-me incapaz de o fazer. Mas agora aceitei-o e não forço nem gero frustração com relação a isso.

“Só gostava de saber se estou no caminho certo com as impresões que tenho. Certo é que ainda não estou preparada para dieta, embora me tenha interrogado diversas vezes quando me encontrava em sofrimento. Acredito que não existe separação. Sinto que a Gillian constitui uma perfeita e magnífica manifestação de ARI e EU SOU é um.

“Por fim, notei que as minhas luzes voltaram a cintilar. Agradeço o facto de me recordares que não me encontro efectivamente só.”

De facto não te encontras só, e eu valido as impressões que tens, além de validar as tentativas que emrependest no movimento e na concessão de um considerável volume de informação que fizeste a ti própria.

Também concordo que presentemente não pareces estar nesse ponto. Definitivamente não estás ainda a escolher o desenlace. Mas também validaria que tens momentos em que vacilas quanto a entreter essa direcção e depois descontinuas, e andas para a frente e para trás.

Mas reconheço que o que estás a fazer e o que estás a conceder a ti própria, e também confirmo a pratica relativa a ti própria e à interacção que tens com outros indivíduos, embora limitada.
Eu dir-te-ia meramente que esta questão se aplica igualmente a ti, por existirem alguns factores que permanecem relativamente ao medo e às consequências. Reconheço que estás a conseguir aceitar e aquilo com que te estás a permitir abandonar, e nisso, encorajo-te a prosseguires, minha amiga, como sempre, com consciência de que estás certa, de que não estás só, e de que eu estou sempre presente.

Pergunta: Poderias falar uma pouco mais acerca do espelhar que referiste. Temos uma manifestação física e reconhecemos que temos uma acerta altura no momento e espelhamos de volta esse reconhecimento. Poderias elaborar mais sobre isso?

É uma questão de apresentarem a mesma expressão que o corpo está a apresentar, razão porque é significativo e importante abordar os sintomas no momento primeiro, identificar o que o corpo está a fazer – qual será a manifestação, qual será o sintoma, por assim dizer. E depois descobrir algum agente externo que gere o mesmo sintoma.
Quando apresentam o mesmo sintoma – deixem, que o refira do seguinte modo; antes de mais, porém, torna-se importante que empreendam a acção no presente. Não se trata de uma acção de prevensão. Trata-se de um reconhecimento do sinal que a consciência do corpo está a gerar.
Por isso, digamos que uma pessoa esteja a experimentar a acção de vomitar. Digamos que a pessoa perceba que tenha desenvolvido uma gastroenterite e esteja a vomitar.

Bom, se apresentares a esse indivíduo – ou se se tratar de vós, se apresetnarem a vós alguma fonte externa que gerasse o mesmo sintoma – digamos que haja alguma substância que induza a acção de vomitar – se introduzirem a mesma expressão ao indivíduo enquanto estiver a experimentar a acção de vomitar, por intermédio de uma substância que provoque vómito, digamos – se a pessoa consumir essa substância que produza o efeito de vomitar, o vómito parará. O corpo deixará de fazer isso e não levará o indivíduo a vomitar.
 
Agora; se o indivíduo não vomitar, ou se se sentirem bem e não vomitarem eingerirem essa substância, o provável é que os influencie no sentido de vomitarem. Mas se for apresentado a um indivíduo que esteja a experimentar essa acção de vomitar, ele parará por a consciência do vosso corpo reconhecer de imediato esse espelhar como “Mensagem recebida. Desnecessário será continuar,” e ela parará.

Pergunta: Eu tenho um outro exemplo: Que tal uma perna ou uma dor nas costas?

É uma questão de isolarem genuinamente a dor que seja e passar a descobrir o que provocaria a mesma dor, o que quer que criasse a mesma dor. Lembrem-se de que é o semelhante que cura o semelhante. Por conseguinte, o que quer que provoque o mesmo sintoma, se apresetnarem essa mesma expressão ele parará.

Pergunta: Terás um exemplo?

Muito bem. Digamos que uma pessoa tenha uma dor nas costas e essa dor esteja a ser gerada por certos músculos das costas estarem a sofrer uma tremenda contração e tensão e isso provoque dor e desconforto.

Se empregarem alguma outra fonte que provoque a mesma acção – um choque eléctrico, digamos – que provoqueum certo espasmo muscular e levasse os músculos a contriar violentamente. Se provocarem a mesma acção na altura em que estiverem a experimentar isso, ele parará. Encorajo-os nessa direcção, que poderá representar um desafio encontrar o que equiparar aos sintomas que sentirem.

(continua)
Traduzido por Amadeu António

O MATERIAL ELIAS